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Após 9 meses, meta de economia de água não é atingida e fica em 5% no Estado

Apesar do aumento do rigor da tarifa de contingência, na busca pela economia de água, os índices de redução no consumo ainda não conseguem alcançar as metas desejadas. De acordo com a Companhia de Água e Esgoto (Cagece), neste mês, a diminuição no consumo pelos usuários foi de 5%. Desde o dia 18, a meta esperada é de 20% de economia pelos consumidores. Contudo, o índice ainda refere-se ao período em que exigia-se a diminuição de 10% no uso de água. 

Conforme os dados da Cagece, a redução do consumo em setembro foi menor que no mês anterior, quando a diminuição foi de 985 mil m³ (8%). Em setembro, foram economizados, no total, 619 mil m³ de água.

O número de clientes que pagou a tarifa de contingência pela falta de diminuição no consumo também passou por um aumento. Em torno de 242 mil clientes da Cagece, moradores da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), não economizaram o suficiente para serem poupados da taxa, o que representa 23% do total de consumidores da Companhia na região. Foram 27 mil clientes a mais que passaram a consumir acima da meta, em relação ao mês de agosto. 

Contas 

Com o valor acrescido às contas de água dos que não cumpriram a meta, a Cagece arrecadou, até agora, R$50 milhões, desde a implementação da tarifa, em novembro de 2015. Com a dedução dos tributos, o saldo arrecadado foi de R$34,8 milhões, que são direcionados a ações de redução das perdas e obras relacionadas à seca. 

Apesar da economia estipulada pela tarifa de contingência ainda não ser atingida, o superintendente comercial da Cagece, Agostinho Moreira, afirma que a estratégia de contenção no uso da água será mantida. Desde que a taxa foi implantada, a redução mensal tem mantido uma média de 5%, chegando a atingir 8% de redução em agosto. “Observamos que, infelizmente, o índice não voltou a subir. Contudo, mesmo que a meta não seja atingida, vemos que a população já dá uma resposta ao nosso apelo. Nós queremos sensibilizar as pessoas, porque agora elas vão sentir um peso ainda maior na sua fatura, caso não economizem”, avisa.

Plano 

Agostinho reforça que a taxa é apenas uma das 11 ações do plano de Segurança Hídrica desenvolvido pelo Governo Estadual. “Essa estratégia está sendo imposta por uma necessidade da nossa situação. Há um conjunto de ações para que tenhamos a garantia de abastecer a população de Fortaleza, considerando a situação dos mananciais. A gente não tem nem como pensar em retirar a tarifa. O que temos de fazer é sensibilizar a população para que diminua o consumo de água no momento. É melhor que tenhamos um consumo mais eficiente e restrito no momento, do que chegar ao ponto em que não teremos mais água para consumir”, assevera. 

O superintendente comercial da Cagece afirma também que o valor arrecadado com a tarifa de contingência tem se mostrado fundamental para dar prosseguimento a ações de combate ao desperdício. “No começo de setembro, 59 novas equipes começaram a trabalhar contra desperdício e as fraudes. Estamos fazendo trabalho porta a porta, procurando ligações cortadas, sistemas com irregularidades e dando oportunidade para se regularizarem. Além disso, houve o incremento de novas equipes para agilizar a retirada de vazamentos. Todos os recursos são fundamentais para que a gente execute as ações contidas no plano de contingência”, explica.

Recursos 

A tarifa de contingência aplicada pela Cagece foi instituída com o objetivo de reduzir o consumo de água, tendo em vista a severidade da seca enfrentada pelo Ceará. O mecanismo permite a cobrança de uma taxa de 20% sobre o valor da conta de água daqueles consumidores que não diminuírem o consumo do recurso em, pelo menos, 20% da média mensal particular, calculada de acordo com os gastos no ano anterior.                   (Diário do Nordeste)

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