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Defensores da vaquejada realizam ato contra decisão do STF, no Cariri

Mais de 150 vaqueiros se reuniram na manhã desta
terça-feira em Juazeiro. FOTO: André Costa
Juazeiro do Norte. Mais de 150 vaqueiros se reuniram na manhã desta terça-feira na Praça Feijó de Sá, popularmente conhecida como Giradouro, em protesto contra a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em não reconhecer a regulamentação das vaquejadas no Estado. O ato faz parte de uma série de protestos realizados simultaneamente em todo o Ceará em favor desta prática esportiva.
Um dos organizadores do evento, o juiz de Vaquejada Chico Matias, ressaltou que “a vaqueja é uma cultura quase secular e movimenta milhões de reais por ano”. Ele discorda da argumentação defendida pelos ministros do STF, que alegaram maus-tratos aos animais durantes os eventos e destacou que “os verdadeiros amantes do esporte zelam pela integridade e bem estar dos animais, muitos deles que chegam a custar mais de meio milhão de reais”.
De acordo com o criador e vaqueiro, Wiltson Maia, “o objetivo é chamar a atenção dos políticos, além de mostrar que milhares de pessoas sobrevivem da vaquejada, um esporte presente na vida do nordestino há décadas”.  Para o vice-presidente da Associação Brasileira de Vaquejadas (Abvaq), Marcos Lima, as manifestações são como “um pedido de socorro dos vaqueiros e de todas as outras pessoas que serão atingidas pela medida do STF”.
O ato também foi realizado em Brejo Santo, com interdição parcial da BR 116 e em Crato. Na região Centro-Sul, houve protestos em Icó e Iguatu. Os organizadores estimaram que 50 caminhões e 300 vaqueiros estiveram presentes nas duas cidades. Na capital cearense, o protesto ocorreu no Clube do Vaqueiro.
Proibição
Por seis votos a cinco, o Supremo Tribunal Federal julgou inconstitucional a lei do Ceará que regulamentava a vaquejada como prática esportiva e cultural. Com a medida, a vaquejada passa a ser ilegal no Ceará, estado que realiza mais de 700 provas por ano.
A proibição abre caminho para que a atividade também chegue ao fim no restante do Brasil. O principal argumento do STF é que a vaquejada é uma prática cruel para os animais.                       (Blog Diário Cariri)

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