Além dos casos comprovados de
microcefalia, 3.055 casos ainda
são investigados pelos estados e pelo
Ministério.FOTO: Elizângela Santos
Brasil. Um ano após o início das investigações dos casos de microcefalia no Brasil, o país tem 2.033 casos confirmados da malformação. As informações são do Ministério da Saúde e se referem aos dados contabilizados até dia 8 de outubro deste ano.

Neste mesmo período, 486 mortes são suspeitas e podem ter ligação com a infecção por zika e a microcefalia. Dentre esses registros, 170 óbitos tiveram confirmação de que foram causados pela malformação e/ou alteração do sistema nervoso central. Outros 96 foram descartados.

Além dos casos comprovados de microcefalia, 3.055 casos ainda são investigados pelos estados e pelo Ministério. Desde o início dos registros, 9.814 casos foram notificados - destes, 4.726 foram descartados. Apenas 381 pacientes com confirmação de microcefalia tiveram a comprovação por critério laboratorial específico para a existência do vírus da zika.

Mesmo com o baixo número de registros de confirmação para o vírus nos casos da malformação, o Ministério “ressalta que esse dado não representa, adequadamente, a totalidade do número de casos relacionados ao vírus. A pasta considera que houve infecção pelo zika na maior parte das mães que tiveram bebês com diagnóstico final de microcefalia”.

Estes mais de 2 mil casos confirmados pelo Governo Federal ocorreram em 688 municípios, localizados em todos os estados e no Distrito Federal. O estado de Pernambuco ainda é o mais afetado, com 389 registros confirmados, seguido pela Bahia e Paraíba, com 319 e 181 casos, respectivamente.

Vírus se espalha

O vírus da zika se espalhou ao redor do mundo. Nesta segunda-feira (10), a Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que ele provavelmente irá se propagar pela Ásia. A informação foi divulgada após centenas de casos serem notificados em Cingapura e dois bebês tailandeses terem nascido com microcefalia.

O vírus, transmitido principalmente por mosquitos, foi detectado em 70 países, incluindo pelo menos 19 países da região Ásia-Pacífico, de acordo com o diretor da OMS para a segurança sanitária e emergências, Li Ailan.

A diretora da OMS, Margaret Chan, disse que os líderes da região expressaram preocupações sobre o surto, acrescentando que os especialistas ainda estavam batalhando para encontrar formas de combater o flagelo. "Infelizmente, os cientistas ainda não têm respostas para muitas questões críticas", disse Chan.

Nos Estados Unidos, uma nova área de transmissão local foi encontrada em Miami. Na Flórida, estado mais afetado pela infecção do zika, foram reportados até esta semana 1.021 casos de zika, incluindo 155 infecções não relacionadas a viagens e 106 infecções em grávidas este ano.                (G1)

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