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Trabalho informal cresce em meio a demissões no Cariri

A onda de demissões tem empurrado um número cada vez maior de trabalhadores para a informalidade. Sem perspectiva de um emprego com carteira assinada, muitas pessoas têm optado por viver de bicos ou montar o próprio negócio. A unidade do Senac em Juazeiro do Norte constatou, inclusive, um aumento na demanda por cursos na área da beleza e gastronomia.

Em fevereiro deste ano, a empresa em que Cristiane Souza trabalhava como vendedora reduziu o número de funcionários, alegando redução de gastos, e ela acabou sendo demitida. Após um mês e meio de buscas por um novo trabalho, ela decidiu utilizar o dinheiro do seguro que recebeu para fazer doces e vender. “Eu sempre fui apaixonada por doces e sou vendedora, então, juntei o útil ao agradável. Hoje vendo trufas, mousses e outras delícias no Centro de Juazeiro”, conta Cristiane.

A gastronomia, segundo o gerente de negócios estratégicos do Senac, Isaac Coimbra, tem sido a maior aposta da população. “Em 2016, ofertamos vários cursos para cozinheiros e confeiteiros e estamos com novas turmas para serem iniciadas. A demanda no Cariri tem aumentado bastante nesse setor e nós ficamos felizes em contribuir para que as pessoas se mantenham ativas no mercado de trabalho, em meio a essa crise econômica que estamos atravessando”, afirma Isaac Coimbra.

Além da gastronomia, outra aposta daqueles que perderam o emprego com carteira assinada em 2016, tem sido a área da beleza. “Eu fiz o curso de corte, colorimetria, depilação e maquiagem. Como não tenho como alugar um espaço para atender as clientes eu faço o serviço na casa delas. Eu sou mãe de duas crianças e me separei recentemente, mas tenho conseguido manter meus filhos com o dinheiro que ganho. Com essa crise que estamos passando temos que ser criativas e buscar uma profissionalização para nos mantermos no mercado”, revelou a cabeleireira Maria Lúcia.                (Jornal do Cariri)

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