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Ceará é o 1º do Nordeste em transplante de órgãos

Conforme a Central de Transplantes da Secretaria
de Saúde do Ceará (Sesa), atualmente, são cerca
de 735 pacientes na fila de espera por
um órgão.FOTO: Raquel Oliveira
O Ceará é o maior doador de órgãos do Nordeste e o quinto Estado do Brasil, segundo pesquisa da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO). A pesquisa fez um comparativo do mês de janeiro até setembro deste ano, em relação a igual período de 2015, levando em consideração o número de doadores por milhão de população (pmp).

Nesta comparação, o Ceará cresceu 21,1% entre os estados com mais de 25 doadores por milhão de população. O avanço está acima da média nacional, que é de 3,6%. O Estado também se destacou na média de rejeição familiar em doações de órgãos, com 40%, abaixo da nacional, que registrou 44%. O ranking da ABTO mostrou, ainda, que o Ceará é o segundo lugar do País em transplantes de fígado e terceiro que mais realiza transplantes de coração.

Conforme a Central de Transplantes da Secretaria de Saúde do Ceará (Sesa), atualmente, são cerca de 735 pacientes na fila de espera por um órgão.

A Central avalia como positiva a pesquisa da ABTP e pretende diminuir ainda mais a média de espera de transplantes. "É um trabalho conjunto entre todas as comissões, equipes de bancos de doadores, transplantadores, famílias e poder público. Esses números são consequência, principalmente, da solidariedade do povo cearense e do nível de excelência da nossa saúde. Temos hospitais que são referência nacional em transplantes, que destaca ainda mais esse trabalho", afirma a coordenadora da Central de Transplantes do Ceará, Eliana Barbosa.

Famílias

A gestora considera também essencial a solidariedade das famílias de doadores de órgãos em ajudar potenciais receptores. "Temos que quebrar esse tabu. Perdemos muitos órgãos por falta de esclarecimento das famílias dos doadores. Atualmente, temos uma rejeição de 40%, mas consideramos um número alto. Esperamos diminuir ainda mais com campanhas educativas e outras ações", destaca.

O professor Edilson Sousa Maia, 50, veio de São Luís (MA) para tentar um transplante de fígado na capital cearense. Após quatro meses de espera, ele conseguiu um doador e hoje passa bem após a cirurgia, que ocorreu em setembro. "Detectei esse problema ainda no começo de 2016 e minha médica logo me encaminhou para o Hospital Universitário Walter Cantídio, que é referência nacional. Tive muita sorte em conseguir um doador em tão pouco tempo. Eu não tinha certeza se conseguiria sobreviver até o fim do ano, por conta da gravidade da doença no fígado", relata o transplantado, que ficará na Capital até o dezembro.

Ele pede que as famílias de possíveis doadores reflitam e se lembrem que eles podem salvar vidas com este ato de grandeza. "É um gesto de grandeza e bondade imensurável. Eu fui salvo por uma pessoa que jamais irei conhecer, mas serei eternamente grato a sua família. Pretendo também ser doador de órgãos e salvar vidas com isso", finaliza.                   (Diário do Nordeste)

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