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Fechamento da Porta Santa da Catedral de Nossa Senhora da Penha conclui Jubileu da Misericórdia na Diocese de Crato

A Catedral Nossa Senhora da Penha ficou repleta de fiéis. (Foto: Patrícia Silva)
A Porta Santa da Misericórdia, sinal de especial relevância, porque caracteriza o Ano Santo Jubilar (tempo do grande perdão) proclamado pelo Sumo Pontífice Francisco, permitiu a todos, sem distinções, experimentar – e viver – o mistério insondável da misericórdia do Pai.
No domingo, 20 de novembro, solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, o Papa Francisco presidirá, às 10h locais, na Basílica de São Pedro, a missa de conclusão do Ano Santo.
Nas dioceses do mundo, no entanto, as Portas Santas foram fechadas na semana precedente. Na Diocese de Crato o rito aconteceu celebrado neste dia 12 de novembro, na Catedral de Nossa Senhora da Penha.
Fechada, solenemente, na noite deste sábado memorável, a cerimônia foi presidida pelo bispo diocesano, Dom Fernando Panico, concelebrada pelo bispo coadjutor, Dom Gilberto Pastana, e vários sacerdotes.
De singular beleza, o rito de fechamento deu-se da seguinte forma: transcorrida a santa missa como de costume, depois da oração pós-comunhão, houve o anúncio do término do Ano Jubilar na diocese, feito em forma de dramatização. Em seguida, Dom Fernando convidou a assembleia a entoar o solene “Magnificat”, glorificando a Deus pelas maravilhas que o jubileu proporcionou aos fiéis. Passado este momento, descendo da cátedra, ao lado de Dom Gilberto e todo o clero, colocou-se em procissão até a Porta Santa, onde, de joelhos, fez uma oração. Ao som, então, do canto “Misericórdia”, conduzido pelo coral da Sociedade de Cultura Artística do Crato, sob o toque dos sinos da Catedral, a Porta foi lacrada.
Segundo as orientações da Santa Sé, a cerimônia prevê o fechamento do batente, já a reposição da coiceira [marco da porta em que se pregam as dobradiças] será feita posteriormente: na parede, na parte interna da nave, a ser depois coberta por uma lápide, será murada a ‘capsa’, a caixa de zinco contendo a notificação de fechamento da Porta, a chave e, segundo a tradição, algumas medalhas e moedas do ano corrente.
“Nesta hora solene […] renovo com vocês o meu agradecimento a Deus pela nossa diocese, pelos anos que estive a serviço de vocês e celebrei a graça do meu episcopado. Agora, com humildade e disponibilidade à vontade de Deus bendito, abraço com vocês a porta da missão, para sairmos ao encontro dos mais pobres e necessitados de Deus, caminhando por onde Ele sabe. Desse modo, assumindo o chamado para uma renovada missão, convido-os a cantar, todos juntos: disponível estou para servi-Te, Senhor”, exortou Dom Fernando, momentos antes do fechamento da Porta da Santa.
Preparação
Para auxiliar os fiéis a melhor vivenciar os últimos dias do Ano Santo, a Catedral de Nossa Senhora da Penha preparou a “II Semana da Misericórdia” [a primeira fora realizada em março], que consistiu em eventos, pela manhã e todas as noites, entre eles a meditação da Via-Sacra. De acordo com o Padre Edimilson Neves, cura da Sé Catedral, surpreendeu o número de pessoas que procuraram o sacramento da confissão durante estes dias que antecederam o fechamento da Porta da Misericórdia.
Indulgências
A fim de que brotem desta religiosa – e memorável – celebração frutos mais abundantes de renovada santidade, o Papa Francisco decidiu conceder amplamente o dom da Indulgência Plenária, isto é, a manifestação da plenitude da misericórdia de Deus, expressa, em primeiro lugar, no sacramento da Penitência e da Reconciliação.
Para a professora aposentada, Tanha Dantas, a emoção de atravessar a Porta Santa “é uma coisa divina, celeste, que vem do céu em forma de misericórdia”. “Eu só me conformo se passar por ela três vezes, como forma de penitência”, disse.
Missionário da Misericórdia
Nomeado pelo Papa Francisco para ser Missionário da Misericórdia na Diocese de Crato, Padre Acurcio Barros, também Reitor do Seminário Diocesano São José, avalia que o Ano Santo aqui vivenciado foi “intenso e muito positivo”, pois todas as paróquias buscaram vivenciar as celebrações. A nível diocesano, idem. Ele lembra, contudo, a importância de se levar adiante os mesmos propósitos. “É bom que a gente compreenda: fecha-se a Porta, mas não acaba a misericórdia. Pelo contrário, agora é que nós todos, inflamados na nossa alma pela misericórdia de Deus, devemos buscar viver, como cristãos renovados e convertidos, a misericórdia no dia a dia”.

O jubileu da Misericórdia foi momento oportuno para redescobrir a presença de Deus e a sua ternura de Pai. O último jubileu/ano santo celebrado foi no ano 2000, da Encarnação, convocado por são João Paulo II, assinalando o início de mais um milênio. O próximo, por sua vez, deverá ocorrer daqui a 25 anos, embora haja a possibilidade de ser proclamado de forma extraordinária, se assim o Papa conceder.              (Diocese de Crato)                                                        Cariri

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