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Rendimento médio no Ceará cai pela 1º vez em 10 anos

Pela primeira vez em 10 anos, houve queda no valor do rendimento médio mensal domiciliar do cearense. De 2014 para 2015, passou de R$ 1.973 a R$ 1.948, o que representa uma queda de 1,25%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (25).

De acordo com os da PNAD, a população urbana foi que puxou o decréscimo. Em 2014, o rendimento mensal era de R$ 2.265, já no ano passado, a média ficou em R$ 2.241. Enquanto isso, houve aumento do rendimento médio dos domicílios rurais, que passou de R$ 1.121 para R$ 1.152 em 2015. 

Além da queda geral, a diferença entre os domicílios urbanos e rurais aumentou quase 100% nos últimos 10 anos.

Em 2005, o cearense que morava na área urbana recebia, em média, R$ 1.048. Enquanto o cidadão da área rural tinha rendimento de R$ 518, ou seja, uma diferença de R$ 530. Já no ano passado, a diferença entre a situação dos domicílios foi de R$ 1.089. Pois, enquanto o rendimento médio mensal em um domicílio urbano era de R$ 2.241, no rural ficou em R$ 1.159.

No Brasil

De 2014 para 2015, também houve queda nos rendimentos reais (corrigidos pela inflação) da população brasileira. O rendimento de todos os trabalhos passou de R$ 1.950 para R$ 1.853 (-5%), o de todas as fontes (que inclui aposentadorias, recebimento de aluguéis, juros, benefícios sociais, entre outros) foi de R$1.845 para R$1.746 (-5,4%), e o domiciliar caiu de R$ 3.443 para R$3.186 (-7,5%). Além disso, todas as categorias do emprego registraram redução no rendimento médio mensal real do trabalho principal, especialmente os trabalhadores domésticos com carteira assinada (-3,1%).

A redução atingiu todos os estratos da distribuição dos rendimentos, mas, como foi mais intensa nas faixas de rendimentos mais elevados, manteve-se a trajetória de redução da desigualdade, medida pelo Índice de Gini (quanto mais perto de um, mais desigual). Para todas as fontes, o Gini passou de 0,497 em 2014 para 0,491 em 2015; para os rendimentos de trabalho, o índice caiu de 0,490 para 0,485 e, no caso do rendimento domiciliar, variou de 0,494 para 0,493.                 (Diário do Nordeste)

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