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Seca excepcional afeta municípios caririenses

Estiagem deve se intensificar nos últimos meses
deste ano. 
FOTO: Waleska Santiago
O Monitor de Secas do Nordeste (MSNE), ferramenta coordenada pela Agência Nacional das Águas com participação de instituições estaduais, registrou que o território dos municípios caririenses apresenta “seca excepcional”. A categoria é a mais grave entre as intensidades existentes. As informações são do mapa mais atual, publicado em outubro, e se referem ao mês de setembro.

De acordo com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), o quadro de estiagem deve se intensificar até dezembro. O motivo é a ausência de ocorrência de chuvas no período, além da radiação solar elevada nesta época do ano. Sem previsão para novas chuvas, o prognóstico de 2017 deve ser apresentado apenas no mês de janeiro.

“Se a gente analisar as séries de chuva de 1910 até hoje, nunca tivemos uma sequência de cinco anos com tão pouca chuva no estado do Ceará. Esse quadro é bastante preocupante, visto o armazenamento dos reservatórios do estado, que estão bastante baixos”, afirmou o meteorologista Davi Ferran.

Segundo dados do Portal Hidrológico do Ceará, do total de 488,01 hectômetros cúbicos (hm³), o atual volume da bacia do Salgado é de 46,67hm³. Dos 15 reservatórios que o integram, nove estão com volume inferior a 10%. Na Bacia, a média da capacidade geral, até o final da última semana, era de 9,56% de toda existente.

O fenômeno La Niña, contrário ao El Niño, sinalizava a possibilidade de chuva e melhoria no quadro de seca. Segundo Davi, o fenômeno tende a atuar apenas no período de dezembro e janeiro, mas, durante o período de quadra chuvosa principal, ele já não mais ocorrerá.

“Modelos indicam 60% de chances de durante nosso período chuvoso principal, que vai de fevereiro a maio, ser de neutralidade no oceano Pacífico. O La Niña está iniciando agora, mas não deve continuar até o nosso período chuvoso. Normalmente, o La Niña ou o El Niño têm relação somente com as chuvas que acontecem principalmente em março e abril. Não tem relação com as chuvas de janeiro e fevereiro”, explica.                 (Jornal do Cariri)

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