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Vacinação contra raiva no Ceará tem início neste sábado

Fortaleza e outros 54 municípios iniciam, no próximo dia 12 de novembro, a campanha de vacinação de cães e gatos contra a raiva. Com atraso de aproximadamente um mês, a Secretaria de Saúde do Estado (Sesa) espera superar a meta de 80% estipulada pelo Ministério da Saúde, sobretudo no momento em que o Ceará está em alerta com a confirmação de um caso positivo de raiva humana.

"Dos 184 municípios, 129 já iniciaram a campanha. Estava agendada para 15 de outubro, mas adiamos porque não tínhamos seringas. À medida que elas foram chegando, fomos liberando para os municípios. A cobertura vacinal já está em 38%", justifica a médica veterinária do Núcleo de Controle de Vetores da Secretaria de Saúde do Estado do Ceará e responsável pelo programa da Raiva no Estado, Naylê Holanda.

O número de animais a serem vacinados é de 1.848.841, sendo 1.242.360 cães e 606.481 gatos. Apesar deles não serem os maiores transmissores de raiva para humanos, a imunização desse bichos é fundamental. "Nossa situação da raiva no Ceará é delicada porque enfrentamos o maior problema em animais silvestre. Temos uma positividade grande, principalmente em morcegos não hematófagos. Mas, quando os morcegos adoecem de raiva, as asas paralisam e caem. Gatos e cachorros podem ter contato com eles e contraírem a doença", explica.

O alerta é que o número de agressões de animais em humanos é alto. A Sesa registra uma média de 30 mil por ano, o que equivale a 94 por dia. "É um número preocupante. E vem aumentando por cão e gato. A justificativa é que as pessoas estão criando mais esse animais em casa. Mas, é preciso ter uma posse responsável, tratando as doenças e cuidado da higiene deles", defende Naylê Holanda.

Confirmação

De acordo com a responsável pelo programa da Raiva no Estado, em 2016 foram confirmados 30 casos de raiva animal em 17 municípios. Em 2015, durante todo o ano, foram 70 registros positivos para raiva em animal.

"A gente está com um elevado número de raiva em morcegos em áreas urbanas e isso oferece um risco. Ele é o animal com maior registro de raiva. No entanto, essa positividade enorme é resultado de um trabalho grande de vigilância que estamos empreendendo. Temos municípios que podem ter circulação de vírus, não têm vigilância e não há o registro", reconhece ela.

A veterinária também alerta para que a população tome cuidado com comportamentos que possam aumentar os riscos, como criar animais silvestres, como macacos, raposas e guaxinins. Na verdade, uma situação dessa em que temos um caso de raiva em humano tem que servir de alerta para a população e reforçar os cuidados, tanto de vacinação dos animais, quanto de comportamento".                   (Diário do Nordeste)

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