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57% do Ceará são cobertos por vegetação florestal

Os levantamentos serão utilizados para incrementar
políticas de licenciamento, fiscalização e manejo florestal
do órgão, conforme a Semace. FOTO: José Leomar
O Ceará ainda resguarda 8,5 milhões de hectares de florestas, conforme o Inventário Florestal Nacional do Ceará (IFN-CE), o que corresponde a 57% de todo o território do Estado. O estudo, lançado ontem, é o primeiro do gênero em 20 anos - o último data de 1994 - e reúne informações coletadas em 481 amostras de Unidades de Conservação, serras e vegetação de caatinga. Esta última, característica do Nordeste, representa 88% da cobertura vegetal do Estado.

O Ceará foi o 4º Estado do Brasil a realizar o Inventário, elaborado a partir de uma parceria entre Governo do Estado, Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e uma empresa do Rio Grande do Sul. Os dados indicam que a Serra da Meruoca, na Região Norte do Estado, tem a melhor taxa de proporção florestal, com 87% de cobertura, enquanto Pacajus aparece em último, com 15%. A pesquisa identificou 776 espécies vegetais, cujas maiores ocorrências foram o marmeleiro, o sabiá e a jurema-preta.

O governador Camilo Santana, presente no lançamento, destacou o caráter socioambiental do Inventário: o estudo revelou que 75% dos 1.034 cearenses entrevistados na pesquisa retiram partes da vegetação florestal para alguma atividade, seja doméstica ou comercial.

Segundo o titular da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), Ricardo Araújo, os levantamentos serão utilizados para incrementar políticas de licenciamento, fiscalização e manejo florestal do órgão. "O último estudo focava mais na questão da biomassa, no rendimento de lenha para se fazer combustível. O novo é mais botânico, visa à análise de solos e o mapeamento de espécies florestais para diminuir a pressão sobre a caatinga", afirma.

Já conforme o secretário de Meio Ambiente do Estado, Artur Bruno, o retrato minucioso da vegetação permitirá o planejamento de ações de florestamento e de reflorestamento de áreas degradadas. "Nesse sentido, com o programa Ceará Mais Verde, já no início de 2017, vamos começar a recuperar as nascentes dos rios Cocó e Pacoti, e do Riacho Ipuçaba, que gera a bica do Ipu", relata. Segundo Joberto Veloso, coordenador técnico da pesquisa, os vegetais mais utilizados pelos cearenses são a aroeira e a amburana, para fins medicinais, e o caju, para consumo direto. Outro estudo apresentado ontem foi o projeto de Zoneamento Ecológico e Econômico (ZEE) da Zona Costeira e Unidades de Conservação Costeiras do Estado, realizado pela Semace em parceria com uma empresa paulista. De acordo com o órgão cearense, o último levantamento do tipo tinha mais de 10 anos, quando o litoral do Estado ainda não tinha empreendimentos de alto impacto ambiental.

Litoral

A pesquisa percorreu os quase 600km de litoral, de Chaval a Icapuí. "Saber o relevo e o solo dessas áreas vai resolver problemas de turismo e de indústrias que querem se instalar no Ceará, mas que encontram problemas de licenciamento", destaca o secretário Artur Bruno. Ele informa ainda que, para 2017, está planejado um estudo de Zoneamento Socioeconômico das mesmas áreas.

Dentre elas, está a faixa litorânea do Parque Ecológico do Cocó, na cidade de Fortaleza. A regulamentação da área, no entanto, ainda tramita no Governo. Conforme Artur Bruno, as análises para a implantação do equipamento já estão concluídas. Agora, o decreto aguarda a assinatura do governador Camilo Santana.                       (Diário do Nordeste)

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