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Ceará precisa de dois meses de boas chuvas em 2017 para se salvar de colapso hídrico

O Ceará pode enfrentar em 2017 mais um ano de seca. Segundo especialista, somente dois meses seguidos de chuvas resolveria a situação hídrica do estado. De acordo com a Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (Cogerh), o estado deve chegar ao próximo ano com menos de 6% da capacidade total de seus reservatórios.
Para o professor Assis Souza Filho, do Departamento de Engenharia Hidráulica da Universidade Federal do Ceará (UFC), a maior segurança hídrica seria possível com a transferência das águas do Rio São Francisco.
O professor Assis ressalta que diversas atitudes já estão sendo tomadas, como o racionamento para a agricultura irrigada.
Ainda de acordo com a Cogerh, caso não venham as chuvas em 2017, a vida dos cearenses passa a depender de apenas quatro reservatórios, sendo Orós que leva água para o Castanhão e garante o abastecimento de Fortaleza e região metropolitana.
O açude Araras, abastece a região norte, Pedra Branca abastece a região de Quixeramobim, Crateús e Quixadá. Já o açude Arneiroz 2 abastece a região dos Inhamuns. O professor Assis Souza ressalta que existem poucas alternativas para a crítica situação de seca no estado, e que passa a ser necessário a mediação de conflitos que começam a acontecer em função da seca.
Para Eduardo Martins, presidente da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), seriam necessários pelo menos dois meses de chuvas consecutivas acima de 300 milímetros, para que os reservatórios pudessem receber um aporte significativo de água.
No último levantamento divulgado pela Cogerh na semana passada, apenas as bacias do literal e Coreaú estão com volumes acima de 20% da capacidade total. As bacias do Alto Jaguaribe, metropolitanas e da Serra da Ibiapaba estão com volume um pouco acima dos 10%. As bacias de Banabuiú, sertões de Crateús e Curu apresentam volume inferior a 2%. Já o baixo Jaguaribe apresenta volume morto.                      (Jangadeiro FM) 

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