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Comitê da Seca debate cenário de 2017 no Ceará

Representantes de vários órgãos se reuniram, ontem de
manhã, no Corpo de Bombeiros. FOTO: Fabiane de Paula
O atual panorama e as ações de convivência com a seca no Ceará foram tema da última reunião de 2016 do Comitê Integrado de Combate à Estiagem realizada ontem, na sede do Corpo de Bombeiros, na qual estiveram presentes representantes do Projeto São José II, Dnocs, Exército, Funceme, Defesa Civil, entre outros órgãos. O encontro faz parte das ações emergenciais e estruturantes do Plano Estadual de Convivência com a Seca, desenvolvido pela Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA).

Para o secretário de Desenvolvimento Agrário, Dedé Teixeira, o atual cenário hídrico do Estado é crítico, mas há esperança de um bom prognostico para quadra chuvosa. "As reuniões do comitê são importantes para discutir, de forma mais aprofundada, este tema com os órgãos públicos que trabalham de forma integrada. Temos uma boa perspectiva para o inverno, mas nossa preocupação é latente. É necessário que tenhamos um quadra chuvosa no mínimo regular para que não seja necessário medidas drásticas como o racionamento na Capital e no Interior".

Sobre as chuvas da pré-estação, o secretario mantém cautela e aponta março como um mês chave para se ter a real noção do cenário de estiagem. "Essas chuvas animam, mas não dá pra fazer uma avaliação mais precisa. Para a situação de estabilidade, precisaríamos entrar a quadra chuvosa com 50% da capacidade de armazenamento, ou seja, seriam 50 dias de chuvas regulares. Dependendo da quantidade de chuva que irá cair, o Governo vai avaliar as medidas que serão realizadas. Atualmente, a Cagece está com uma campanha educativa para diminuir em 20% o consumo".

Poços

O gestor da SDA acrescenta ainda que a perfuração de poços pode ser uma opção viável para diminuir o impacto da estiagem no Estado. "É a única saída palpável no momento, além da torcida por mais chuvas. Só em 2017 foram perfurados cerca de 1.800 poços. Ainda é um número insuficiente pra atual demanda de 7 mil poços", afirma.

O desempenho do projeto São José III, responsável por pequenas obras hídricas, como o sistemas de abastecimento de água domiciliar nas comunidades do Ceará, também foi destaque na reunião. Fabrício Ximenes, representante do projeto, também acredita que a perfuração de poços pode amenizar o sofrimento produzido pela seca no Estado e gerar outras alternativas para o armazenamento de água. "Terminaremos o ano com mais de 100 poços perfurados. A segunda fase já deve começar em janeiro, com o início das interligações e novas licitações para perfurações de poços. Atualmente o custo da perfuração de um poço é R$32 mil reais, um valor baixo comparado a outros investimento neste cenário", destaca.

O sucesso do projeto de perfuração de poços, realizado pelo projeto São José III, é analisado de acordo com as condições de vazão e físico-químicas. "Não adianta cavarmos um poço em um solo que não é apropriado".

Honduras

Foi apresentada a experiência do Siasar, ferramenta de informação básica e atualizada sobre os serviços de saneamento rural de um país, com o relatório que corresponde às apreensões e reflexões fomentadas pelas palestras e debates durante a visita técnica à Honduras dos representantes da Secretaria das Cidades do Estado do Ceará, da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) e do Ministério da Integração, para conhecer o Siasar implantado naquele país.

"Esse sistema trará informações detalhadas de todas as comunidades rurais do Ceará. Ele não será usado agora, mas será fundamental para a análise de informações no futuro, além de da consequente otimização dos investimentos no setor", explica Álvaro Galvão, da Secretaria de Cidade, à frente da implantação do projeto no Ceará.                 (Diário do Nordeste)

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