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Desemprego no Ceará supera os 13% no terceiro trimestre

Acompanhando a conjuntura nacional, as condições do mercado de trabalho permaneceram em uma trajetória de deterioração no terceiro trimestre de 2016 no Ceará. A taxa de desemprego, no Estado, superou os 13% (13,06%), sendo 1,61% acima do verificado no trimestre anterior e 3,52 pontos percentuais acima de igual período de 2015. Os índices estão acima da média brasileira, que registrou 11,8%, 2,9% acima, portanto, do terceiro trimestre de 2015.

As informações, divulgadas, ontem, constam do estudo Carta de Conjuntura, divulgado, ontem, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Com o resultado trimestral, o Ceará está em sexto lugar no Nordeste, atrás de Bahia (15,91%) e Pernambuco (15,33%) – as maiores taxas do País –, seguidos de Alagoas (14,76%), Sergipe (14,24%), e Rio Grande do Norte (14,12%). Na comparação com o segundo trimestre, além do Ceará, o Ipea aponta que houve alta de mais de um ponto percentual no desemprego do Acre, Roraima, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Espírito Santo e Distrito Federal.

Rendimentos

Os estados com pior renda são os do Nordeste, especialmente, Bahia (R$ 1.314,00), Alagoas (R$ 1.300,20), Piauí (R$ 1.281,00), Ceará (R$ 1.260,00), Maranhão (R$ 1.122,20). Já os estados com maior renda, além do Distrito Federal (R$ 3.694,80) – que conta com alta proporção de servidores públicos federais –, são os estados de São Paulo (R$ 2.629,30), Rio de Janeiro (R$ 2.267,30) e Rio Grande do Sul (R$ 2.277,40).

Segundo o levantamento, no País, o rendimento real médio, não apresentou um desempenho tão ruim quanto a ocupação, registrou um ligeiro aumento de 0,9%, comparando com o trimestre anterior. Na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, entretanto, o rendimento real apresentou queda de 2,1% neste terceiro trimestre. “A PNADC (do IBGE) mostra que a redução nos salários reais foi pior em setores como alojamento e alimentação (-7,7%) e outros serviços (-4,3%), subdividindo os trabalhadores em 10 faixas de renda, observa-se que o rendimento médio do grupo que se encontra na faixa mais baixa de renda apresentou uma expressiva recuperação, tanto na comparação interanual (crescimento de 17,6%), como na comparação do terceiro trimestre com o segundo (crescimento de 19,8%)”, diz o estudo.

No último ano, apenas sete estados não mostraram queda na renda, com destaque para o Amapá, onde a renda cresceu 9% entre o terceiro trimestre de 2016 e o mesmo trimestre de 2015. Os demais estados foram Acre, Roraima, Maranhão, Sergipe, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul. Por outro lado, as maiores quedas na renda (em torno de 7%, 8%) foram no Amazonas, Tocantins e na Bahia.

Balanço

O setor populacional mais atingido pelo desemprego são os jovens entre 14 e 24 anos, cuja taxa de desemprego atingiu 27,7%, e os trabalhadores com ensino médio incompleto (21,4%). Entre o terceiro trimestre deste ano e o mesmo período de 2015, o desemprego subiu 6,8% entre os jovens, enquanto entre os adultos até 59 anos a queda foi de 2,9%. Subiu 5,2% entre aqueles com ensino médio incompleto e 1,6% para trabalhadores com ensino superior.

Até meados deste ano, “o aumento do desemprego, apesar de ter sido substancial, foi atenuado devido ao fato de muitas pessoas que perderam emprego terem se tornado trabalhadores por conta própria”, destaca o Ipea, em nota. A análise de transições no mercado de trabalho feita nesta seção revela, contudo, que essa tendência se reverteu no terceiro trimestre de 2016, quando se observou uma queda dos ocupados por conta-própria.

O Ipea aponta, ainda, que esse movimento foi acompanhado de uma queda na taxa de atividade, reforçando que, desde o último trimestre de 2015, o aumento do desemprego foi causado majoritariamente pela queda da população ocupada, tendo sido reduzida a contribuição do aumento da População Economicamente Ativa (PEA). “Cabe notar que se a taxa de participação tivesse se mantido no mesmo nível de um ano antes, a taxa de desemprego seria de 12,4% no terceiro trimestre deste ano”, diz o levantamento.                   (O Estado)

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