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Desenvolvimento aliado ao empreendedorismo caririense

A Indústria tem representatividade de 16%
na região. FOTO: Diário do Nordeste
Dados coletados pela Secretaria da Fazenda (Sefaz) do Ceará e pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (IPECE) apresentam que o Produto Interno Bruto (PIB) do Cariri é de R$6,4 bilhões, sendo que metade deste valor é proveniente do município de Juazeiro do Norte. 

Regionalmente falando, o setor mais forte na economia é o de comércio/serviços, com representatividade de 78%, sendo seguido por indústria, com 16%, e agropecuária, com 6%. Em Juazeiro, as porcentagens são 83%, 16% e 1%, respectivamente. Somente no Município, 6.303 empresas estavam ativas na época da pesquisa, realizada há um ano. No Cariri, eram 12.829. Em serviços estão incluídos segmentos como gastronomia, turismo e hotelaria. Além dele, algo que está em desenvolvimento, principalmente por conta dos cursos oferecidos em instituições de ensino superior locais, é a área de tecnologia. Na região, entidades e associações de apoio e incentivo auxiliam as pessoas a se tornarem empreendedoras formais ou qualificarem aquelas já formalizadas. 

Entre elas, estão o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e Conselhos Regionais de segmentos como de Contabilidade e Administração, por exemplo. A instituição do Microempreendedor Individual (MEI) é um fator que contribuiu para o aumento da formalização em todo o país. Com o MEI, o microempreendedor passa a ter direitos similares aos de um empresário.

Juntos, os municípios de Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha, que formam o triângulo Crajubar, possuem uma população de quase 500 mil pessoas, com população flutuante que chega a 720 mil. Com um comércio latente, a necessidade de qualificação é visível. “Queremos desenvolver com um crescimento eficiente pensando nos processos de melhoria”, afirma o jovem empreendedor e presidente da CDL Jovem de Juazeiro do Norte, Douglas Feitosa, que nos dá suporte junto ao atual projeto. Segundo informou, há pretensão de criar um plano de ação para que seja entregue ao próximo secretário de Desenvolvimento Econômico de Juazeiro do Norte, maior cidade do Cariri, assim como de fazer um mapeamento do empreendedorismo na região. Nele, estarão contidas informações de quantos equipamentos incentivadores do empreendedorismo, como aceleradoras, encubadoras e callworks, funcionam no Cariri.

Com localização estratégica, a região é considerada o centro do Nordeste, estando à mesma distância das capitais dos estados cincunvizinhos. Com uma aeroporto de 11 voos diários, também temos alternativas para o turismo além do cunho religioso, que favorece o crescimento da economia local, como o turismo intelectual, proporcionado pelas universidades e pelo Geopark Araripe, temos um turismo de negócios, graças à instalação de empresas vindas de fora, das quais algumas prezam, entre outros pilares, pela sustentabilidade. Como garante Douglas, o associativismo fortalecido é capaz de provocar o desenvolvimento local e fazer do empreendedorismo uma das soluções para a economia, não somente jogando produtos e serviços no mercado, mas formalizando, qualificando e fazendo com que a cidade não somente cresça, mas se desenvolva com estrutura.

“O Cariri vem trilhando um caminho muito bom. Só que a gente precisa de políticas públicas e de incentivos a esse desenvolvimento”, garante Douglas, que dá como exemplo a criação da Lei Geral dos Municípios para as Micro e Pequenas Empresas. Esta, como explicou, faz com que o Município se desenvolva de forma bem mais eficiente, aumentando os incentivos fiscais, fazendo parcerias com instituições de ensino e contribuindo para as pesquisas capazes de trazer melhorias para a população, produtos e serviços.

“O que o Cariri precisa é deixar de trabalhar como ilhas – a ilha chamada Crato, a ilha chamada Barbalha e a ilha chamada Juazeiro, por exemplo. Tudo é uma ilha só chamada Cariri”, enfatiza Douglas. Para ele, a mensagem que fica é a da necessidade de os empreendedores locais fortalecerem a região, vendo a tendência do mercado e seus potenciais para o desenvolvimento da economia como um todo.                  (Jornal do Cariri)

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