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Abertura de empresas no Ceará é 72% maior que extinções

 Segundo CNC, o varejo nacional perdeu 108,7 mil
pontos de venda no último ano.FOTO: Elizângela Santos
Apesar de o Ceará ter amargado mais um ano de números negativos para o comércio, o número de empresas que tem o varejo como atividade principal abertas em 2016 foi 72,6% maior que o número de negócios nessa mesma modalidade fechados em igual período. De acordo com dados da Junta Comercial do Ceará (Jucec), foram 19.920 estabelecimentos do comércio varejista abertos no último ano contra 11.540 que tiveram suas atividades encerradas. Em 2015, foram 25.416 unidades do comércio abertas.
A Confederação Nacional do Comércio (CNC) divulgou ontem (13) que o varejo nacional perdeu 108,7 mil pontos de venda em 2016, sendo 2.502 estabelecimentos no Ceará contra 1.337 que baixaram as portas em 2015. O resultado para o País é o pior desde 2005, quando o comércio varejista fechou com um saldo líquido positivo de mais de 45 mil lojas abertas.
Contudo, a CNC explica que a queda no número de lojas do País foi menos acentuada no segundo semestre do ano passado, o que pode apontar para uma possível retomada. De janeiro a novembro de 2016, o volume de vendas do comércio varejista ampliado do Ceará caiu 10,6%. No Brasil, a retração foi de 8,8%.
Para o vice-presidente da Federação do Comércio de Bens e Serviços do Estado do Ceará (Fecomércio-CE), Maurício Filizola, o número expressivo em fechamento de empresas reflete a diminuição na oferta de crédito aos estabelecimentos, que segundo ele contou com uma taxa de juros bem mais alta no ano passado, além do crédito mais caro para o consumidor. "É o consumidor quem fomenta o mercado e o crédito para os estabelecimentos foi diminuído, então houvesse impedimento para o consumidor e para o empresário", explica Filizola. Além disso, ele destacou o alto nível de desemprego como fator agravante na situação.
"O avanço do desemprego representa menos dinheiro circulando na economia. Menos emprego implica em menos venda e assim fica difícil manter um estabelecimento funcionando", explica o vice-presidente da Fecomércio no Ceará.
Ele detalha ainda que, em um momento de crise, as pessoas ficam mais inseguras para investir. "Há uma preocupação de aplicar em um negócio que não dê segurança de retorno, então a criação de novos negócios passa por uma avaliação mais criteriosa, mais detalhada, então são abertos menos negócios e isso acaba por influenciar também na criação de novos empregos".
Setor alimentício
Ainda de acordo com a CNC, um dos setores do comércio varejista que mais sofreu em 2016 foi o de hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-34,8 mil lojas no Brasil). "No mercado cearense, observamos que a situação é diferente da nacional. As redes locais tem uma atuação bem diferenciada, então nós vemos que houve o fechamento de redes nacionais", diz Maurício Filizola.                    (Diário do Nordeste)

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