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Esgotamento da água não está descartado no Ceará

Açude Castanhão. FOTO: Camila de Almeida
O esgotamento da água que resta ao Ceará é cenário com “risco acentuado” de acontecer entre novembro deste ano e janeiro de 2018, conforme documento elaborado pelo Grupo de Trabalho em Previsão Climática Sazonal do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). A publicação traz prognóstico com probabilidades de chuvas abaixo da média em 40%, ainda com 35% de chuvas na média e 25% de quadra acima da média.
As previsões são semelhantes às da Fundação Cearense de Meteorologia (Funceme), comenta Francisco Teixeira, secretário dos Recursos Hídricos. Um aporte potencial dos pequenos e médios açudes depende de chuvas contínuas, principalmente nos meses de março e abril. “Uma recarga substancial dos grandes reservatórios não é esperada. Isso vai exigir a manutenção do estado de alerta”, antecipa. Sem aporte e sem mudanças na liberação de água, ele aponta que a reserva pode acabar até a quadra chuvosa de 2018.
Por isso, as chuvas e os aportes vão nortear o gerenciamento da água, com o aproveitamento estratégico do que fluir pelo rio Jaguaribe até o Castanhão ou no caminho das águas vindas do Orós. Para isso, as decisões podem ser fechar algum destes grandes reservatórios, detalha Teixeira.
Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte também são apontados pelo MCTIC com probabilidade de colapso. “Grande parte dos problemas se deve à expectativa da transposição do São Francisco”, critica João Abner Guimarães, professor aposentado da UFRN.                 (O Povo)

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