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Estudo aponta Fortaleza, Caucaia e Juazeiro com os piores indicadores de saneamento básico do Brasil

Os dados nacionais de saneamento no Brasil mostram
que cerca de 49% da população tem acesso à coleta
dos esgotos e somente 52,3% dos esgotos
são tratados. FOTO: ARQUIVO/DN
Fortaleza, Caucaia e Juazeiro do Norte estão entre as 100 maiores cidades brasileiras com piores indicadores de saneamento básico. Os três municípios ocupam, respectivamente as posições 70, 80 e 89 no ranking. Os dados constam no relatório mais recente do Instituto Trata Brasil, divulgado neste mês.

Segundo dados compilados pelo grupo junto ao Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) referentes a 2015, mas disponibilizados somente neste ano, cerca de 405 mil (14,7%) pessoas em Fortaleza não possuem abastecimento de água e outras 1,3 milhão (51%) não têm acesso à rede de coleta e 1,2 milhão (47,7%) não têm acesso à água tratada.
Conforme ainda o Trata Brasil, considerando somente a população urbana,  a coleta de esgoto em Fortaleza diminuiu de 53,63% para 49,04% de 2001 para 2015, o que representa uma queda de 4,59% na cobertura. Neste período, o investimento médio anual foi de R$ 159,5 milhões, totalizando R$ 795,77 milhões. Já o montante investido no mesmo intervalo de tempo foi de R$ 2,9 bilhões.

O novo ranking do saneamento aponta que, no período de 5 anos (2011 a 2015), as 26 capitais presentes no diagnóstico (com exceção de Palmas) investiram R$ 19,44 bilhões. Ou seja, 63% do que investiram as 100 maiores cidades (R$ 30,8 bilhões) e 32% do que o País todo destinou no mesmo período (R$ 60,6 bilhões). Em termos dos indicadores mais críticos, 24 capitais não tratam mais de 80% dos seus esgotos (somente Brasília 82% e Curitiba 91%), e as grandes cidades do Norte ocupam as últimas colocações.
Édison Carlos, presidente do Trata Brasil, explica: “Essas 26 grandes cidades abrigam quase ¼ da população do país, então é esperado que tenham os maiores desafios para levar os serviços de água e esgotos à totalidade da população, mas é também certo que são as que têm mais condições de fazer projetos e levantar recursos para a solução. E isso não vem ocorrendo.”.
Perdas de água
Apesar da carência de saneamento básico em Fortaleza, vazamentos, roubos e ligações clandestinas - os famosos “gatos” -, falta de medição ou medições incorretas no consumo de água tiveram uma leve modificação. Em 2001 a taxa era de 44,71% e chegou a 45,74% em 2015.
Além de ser considerada crime de furto, sob pena de reclusão, a fraude pode comprometer o abastecimento e a qualidade da água de uma área inteira, provocando vazamentos, perda de pressão na rede e desabastecimentos.
Juazeiro e Caucaia: situação crítica
A cidade de Juazeiro no Norte, localizada no Cariri, tem o segundo pior indicador em relação à coleta de esgotos. Naquele município, somente 21,99% dos moradores têm acesso. De 2011 a 2015, foram investidos apenas R$ 8,1 milhões em ações de saneamento básico, mesmo tendo arrecadado R$ 185,7 milhões no mesmo período.
Já em Caucaia, os índices de saneamento são 29,57% (coleta) e 34,17% (tratamento). Neste município da Região Metropolitana, o curioso é que o investimento foi muito maior do que o valor arrecadado. De 2011 para 2015, a cidade arrecadou R$ 95,94 milhões, mas investiu R$ 168,65. Apesar disso, somente 68,08% dos moradores possuem abastecimento, isto é, mais de 110 mil pessoas, o que representa um dos piores índices do Brasil.                    (Diário do Nordeste)                 Ceará  Principal

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