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81 dos 153 açudes cearenses tiveram aporte em 24h

Juazeiro do Norte. As chuvas que caíram sobre o Estado entre as 7h de segunda-feira e as 7h de ontem causaram aporte em 81 dos 153 reservatórios cearenses, conforme dados da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh). Dentre os que tiveram recarga de água, se destacaram o Araras, na cidade de Varjota; o Ayres de Sousa, em Sobral; o Umari, em Madalena; Itaúna, no município de Granja; e o Castanhão, em Alto Santo.
Estes aportes permitiram que os açudes Fogareiro, Jatobá II, Junco, Premuoca, São Domingos II, Umari e Várzea da Volta deixassem o volume morto e que os açudes Canafístula, Cedro, Jerimum, Pau Preto, Salão, São Domingos e São Mateus saíssem da categoria secos. No total, 127 reservatórios estão com volume abaixo dos 30%, dentre os quais 48 apresentam volume morto e 22 estão secos.
De segunda para terça, a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) observou chuvas em 102 municípios do Estado. Foi o segundo dia consecutivo que choveu em mais de cem municípios.
As regiões da Ibiapaba, Jaguaribana e Cariri tiveram os maiores índices, com destaque para Icapuí (95 mm), que teve seu segundo maior índice do ano, ficando atrás apenas do "dilúvio" que caiu no dia 12 do mês passado (223,6 mm). Completa a lista dos mais chuvosos os municípios de Viçosa do Ceará (90 mm) e Umari (73 mm). As chuvas das últimas horas também serviram para aumentar, ainda que bem discretamente, o volume total dos açudes cearenses. O nível passou de 7,64% para 7,78%, segundo a Cogerh.
Devido ao posicionamento da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mais próximo da costa norte do Nordeste brasileiro, isto é, porção onde está localizado o Ceará, a previsão para hoje é de céu nublado com chuvas na serra da Ibiapaba, sertão dos Inhamuns e no sul do Ceará. Nas demais regiões, nebulosidade variável com chuvas no decorrer do dia. Para amanhã, o prognóstico é de nebulosidade variável com chuvas em todas as regiões cearenses ao longo do dia.
O ZCIT é o sistema meteorológico mais importante na determinação de quão abundantes ou deficientes serão as chuvas no setor norte do Nordeste. O fenômeno é uma banda de nuvens que circunda a faixa equatorial do globo terrestre. A zona de convergência dos ventos faz com que o ar, quente e úmido suba, carregando umidade do oceano para os altos níveis da atmosfera formando nuvens.                               (Diário do Nordeste)

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