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Após dois anos, Estado do Ceará volta a gerar emprego em fevereiro

O saldo de emprego formal voltou a crescer no Estado, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) com dados referentes ao mês de fevereiro, divulgado na tarde de ontem (16). Foram 64 postos de trabalho, resultado da diferença entre um total de 32.422 admissões e 32.358 desligamentos.
Os números de fevereiro vêm após o fechamento de 7.436 postos de trabalho formal no primeiro mês deste ano, queda de 0,64%. Apesar de tímido, o resultado representa o primeiro fevereiro com saldo positivo desde 2014, quando o mês encerrou com 7.231 postos.
Com o resultado, no ano, foram perdidas 7.601 vagas, diferença entre 63.914 admissões e 71.515 demissões. Em 12 meses, o Ceará perdeu 32.081 vagas de trabalho formais, sendo 398.075 admissões e 430.156 desligamentos.
De 64 municípios cearenses, 35 apresentaram saldo de vagas formais positivo em fevereiro, sendo os principais destaques Fortaleza (429); Missão Velha (271); Várzea Alegre (199); Russas (175) e Eusébio (130).
O economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) avalia o resultado como "um alento, mas não chega a ser uma alegria". Ele destaca que os números são efeito da sazonalidade. "Houve algumas contratações nos Serviços em fevereiro por conta da alta estação, mas esse saldo positivo é um sinalizador, um alívio, porque quando a gente compara com os números do ano passado, visto que tivemos um 2015 ruim e um 2016 também ruim, qualquer reação que o mercado venha a dar é um alento, mas não uma alegria", explica.
Setores
Por setor de atividade econômica, a maior geração de vagas foi observada na Construção Civil, com 1.066 vagas, seguida pelo setor de Serviços (972); Administração Pública (317 vagas); Serviços Industriais e de Utilidade Pública (46) e Indústria de Transformação, com uma vaga. Os resultados negativos ficaram por conta do Comércio (-1.438); Agropecuária (-869) e Extrativa Mineral (-31).
Para março, Teixeira avalia que a tendência é que o número fique em um patamar aproximado ou caia, isso porque, segundo ele, ainda estaremos em um período que é sazonalmente ruim para o mercado de trabalho.
"A tendência é que o número se repita ou que ainda caia, porque em março também se perdem postos, em abril também", analisa o economista do Dieese, ponderando que as chuvas, ao passo que trazem emprego para a agricultura, prejudicam o ramo da construção civil.
Brasil
No País, o saldo de empregos formais passou de -40.864 em janeiro para 35.612 em fevereiro. Já na comparação com igual mês do ano anterior, o salto é ainda maior, já que em fevereiro de 2016 o saldo era de -104.582 vagas. Os Serviços foram responsáveis pela geração de 50.613 empregos com carteira assinada em fevereiro no Brasil.                    (Diário do Nordeste)                        Ceará

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