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Fenômeno de jato de água e vapor quente é registrado em Maranguape

Nas redes sociais, fenômeno ficou conhecido como
"minivulcão" de Maranguape. FOTO: Reprodução
Uma fenda de água e vapor quente foi registrada em uma Área de Proteção Ambiental (APA) da serra de Maranguape, gerando curiosidade entre os moradores. O fenômeno será investigado por uma equipe de geólogos, mas a Defesa Civil alerta que não há motivos para pânico.
Nas redes sociais, a fenda está sendo chamada de "mini-vulcão", com a especulação de que é possível até "cozinhar um ovo" no local.  A fumaça da fenda possui odor fortes, mas não há informações sobre efeitos danosos à saúde humana.
Gerente de sismologia da Defesa Civil do Ceará, Francisco das Chagas Brandão explica que as chuvas desta quinta-feira, 23, podem atrasar a verificação do fenômeno. "Estamos em contato com o coordenador da Defesa Civil do município, mas como é um terreno muito íngreme e choveu muito, vamos ver se será possível ainda hoje", frisa.
Brandão destaca que o fenômeno será analisado o mais breve possível, mas a recomendação é para a população não espalhar boatos sobre "erupções vulcânicas". "Isso de vulcão não existe aqui, a coisa tomou enorme dimensão", disse.
No vídeo que tornou o fenômeno de Maranguape conhecido, um morador cita que o sítio pertence à Fundação Mata Atlântica. O POVO Online procurou a Fundação SOS Mata Atlântica, na última quarta-feira, 22, para confirmar a informação, mas ainda não obteve resposta. 
Possibilidade 
De acordo com Brandão, a fenda pode ter sido ocasionada pela movimentação de terra no local devido à pressão. "O fato de estarmos no centro da placa sul-americana não nos deixa livre disso, a natureza é pródiga em relação a isso. O gêiser (fonte termal que jorra jatos de água ou vapor em intervalos regular) só ocorre em regiões da Islândia e Japão, mas no Brasil há locais com águas termais", explica.
O gerente de sismologia da Defesa Civil conta que presenciou fenômeno semelhante em Massapê. "Encontramos algo assim na instalação sismológica de lá, mas foi algo pontual e nunca mais ouvimos falar", completa.              (O Povo)

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