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Organização procura apoio para manter tradição de bolo gigante em comemoração ao aniversário de Padre Cícero

 Cícera Lopes de Oliveira é uma das responsáveis pela
tradicional preparação do bolo do Padre Cícero.
FOTO: Serena Morais
À meia-noite do dia 24 de março, data em que se comemora o nascimento do Padre Cícero, 173 anos em 2017, fiéis de todo o Brasil participam de uma tradicional cerimônia no município de Juazeiro do Norte: o corte do bolo gigante, que tem extensão semelhante à idade do santo popular. Este ano, graças a uma quebra de patrocínio, a organização do evento enfrenta dificuldades em arcar com as despesas. Cada metro do bolo custa, em média, R$130. Por conta disso, teve início um movimento para arrecadação de ingredientes e de ajuda financeira para contribuírem com sua realização.

Há décadas encarregada pela preparação do bolo, Cícera Lopes de Oliveira garante que, independente das dificuldades, haverá sua execução. Junto a sua irmã Romana Menezes Silva, com quem começou a tradição há 42 anos, as duas são conhecidas como afilhadas do Padre Cícero. O que ocorre, na verdade, é que elas são filhas de Petronila Maria da Conceição, que fora adotada como filha, pelo padre, ainda quando criança. “Eu continuo a fazer porque o meu Padre Cícero me dá o direito de fazer. Para mim, ele foi um padre santo”, afirma Cícera.

De acordo com a organizadora, a execução do bolo é registrada em cartório e desvinculada do poder público municipal. Triste, ela lamenta que a população local não contribua com a homenagem ao Padre Cícero como deveria. Apesar disso, os poucos parceiros existentes dão conta de fazer o bolo, que é cortado precisamente no primeiro minuto do dia 24 de março, quando se comemora mais um aniversário de nascimento do padre.

O corte do bolo gigante – e milagreiro, conforme muitos acreditam – acontece, anualmente, no Largo do Socorro. “O bolo não é de político. Não é meu e nem de minha irmã. É do povo de Juazeiro, do meu Padre Cícero. Esse bolo será feito todo ano e, quem morrer primeiro, a outra irmã fica fazendo. E dizem meus filhos que continuarão”, enfatiza a neta adotiva do “padim”, a quem considera o maior santo do mundo.

Ela pede àqueles que tenham interesse de contribuir, seja através de ingredientes ou de ajuda financeira, que entrem em contato com a Padaria Santa Liduína (parceira do evento), nos endereços: Rua São Paulo, esquina com Santa Luzia, ou Rua Padre Cícero, esquina com Avenida Dr. Floro Bartolomeu. Os depósitos podem ser feitos na conta do proprietário das padarias, Sr. Hélio de Lima Ferreira. Conta 28345-2 – Agência 456, Banco Bradesco.

Dúvidas podem ser esclarecidas através do telefone (88) 3511-3786/ (88) 99653-1301/ (88) 98859-4161 (falar com Cícera e Romana).           (Jornal do Cariri)

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