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Projeto de reflorestamento tem início em Crato

Saaec lança bombas de sementes de Ipê, Jatobá e Murici
na Chapada do Araripe. FOTO: Serena Morais
A fauna e a flora da Floresta do Araripe sofrem constantemente com a ocorrência de incêndios ao longo de sua extensão, que inclui os estados do Ceará, Pernambuco e Piauí. Para amenizar a situação, a Sociedade Anônima de Água e Esgoto do Crato (Saaec) lançou um projeto de reflorestamento em áreas vítimas de incêndio. No último dia 22, data em que se comemora o Dia Mundial da Água, cerca de mil ‘bombas de sementes’ de ipê, jatobá e murici, plantas nativas locais, foram lançadas na Chapada de um helicóptero. Até o final de março serão dez mil. A ação faz parte do Programa Hidroambiental desenvolvido pela entidade.

Segundo Yarley Brito, diretor da Saaec, a pretensão é que iniciativas em prol da preservação da água e das árvores sejam desenvolvidas ao longo de todo o ano. Como explicou, a técnica de utilização de repovoamento da vegetação é de origem japonesa e utiliza argila, material orgânico e semente na composição. Segundo ele, o projeto tem entre seus parceiros instituições como o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que orientou sobre as plantas nativas, e escolas, onde os estudantes foram capacitados para auxiliarem na produção.

Por conta da Campanha da Fraternidade deste ano, que tem como tema “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida”, a Diocese de Crato também é parceira no projeto. De acordo com Yarley, os seminaristas também receberam capacitação para transmitirem os ensinamentos nas comunidades que visitam para que, desta forma, mais pessoas plantem árvores e contribuam para o reflorestamento.

Como acredita o diretor, com o apoio da comunidade, aos poucos, haverá o maior respeito à natureza, contribuindo para preservação das fontes e das espécies locais. Uma das pretensões da Saaec é que as pessoas atentem mais sobre as limitações da água e sobre a consciência de que devemos pagar pelo que consumimos. “É uma necessidade ter uma educação e, por outro lado, ter a hidrometização em todos os usuários”, afirma, fazendo referência a uma determinação do prefeito e a uma lei que obriga a implantação do hidrômetro para uma melhor fiscalização sobre o consumo da água no município cratense.          (Jornal do Cariri)

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