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População volta a se queixar da fumaça tóxica em Barbalha

Mesmo reconhecendo a necessidade de um aterro sanitário como solução definitiva ao problema do lixão, o titular da pasta de Infraestrutura e Obras de Barbalha, Roberto Wagner, afirma que, no momento, a Administração somente pode atuar com ações paliativas. Nos últimos dias, diversos bairros foram novamente alcançados pela cortina fumaça proveniente da queima dos resíduos sólidos. 

O titular da pasta explica que a fumaça tem duas origens, sendo uma por ação humana criminosa e outra espontânea. A segunda estaria ocorrendo por excesso de “camadas” de resíduos que provocam o chorume e o metano. A combustão desses dois elementos resulta em focos de incêndios, que geram a fumaça tóxica. 

De acordo com o secretário, foram contados mais de 60 focos de incêndio recentemente no lixão, principal causa da camada de fumaça que alcançou a cidade nos últimos dias. Como ação paliativa, Wagner informou que será cavada uma vala, numa parte de área viva dentro da extensão dos dois quilômetros do lixão, medindo 120m por 10 de altura, para receber os resíduos sólidos por dois meses, algo próximo de 30 toneladas por dia. O protótipo inclui uma manta que deve impedir que o chorume entre no lençol freático, além de o metano que será canalizado, impedindo a combustão. Assim, o lixão passaria a ser “controlado”. 

No entanto, Roberto explana que a alternativa deve suportar apenas dois meses, enquanto novos paliativos serão planejados e informados ao Ministério Público. Para a solução definitiva do problema, ele defende a criação de um aterro sanitário que atenda às exigências sanitárias, ambientais e técnicas. Contudo, o dinheiro disponível, cerca de R$ 1,4 milhão, não é suficiente para a construção do equipamento. 

“No mínimo, são R$ 6 milhões para o aterro. Barbalha tem até 2020 para concluir esse processo. Como nosso lixo é composto por 60% de material orgânico, a compostagem seria adequada, mas não temos essa prática na região. Então, enquanto procuramos meios de conseguir o restante do recurso para o aterro, pensaremos em ações paliativas pata evitar que essa fumaça tóxica chegue aos moradores e aos pacientes dos hospitais, que já estão em situação de fragilidade”, argumenta o secretário de Infraestrutura e Obras. 

A aposentada Maria Lúcia Novais contesta as ações paliativas que vem sendo realizadas desde a gestão anterior. Para ela, nada disso tem impedido os sucessivos incômodos com a fumaça que avança na área urbana.             (Jornal do Cariri)

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