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Dados apontam a redução da Mata Atlântica do Cariri

O Cariri possui áreas na Chapada do Araripe
características de Mata Atlântica. FOTO:Serena Morais
Os municípios de Crato, Barbalha e Missão Velha possuem, em sua cobertura, cerca de 115.496,44 hectares de floresta densa e 72.851,44 hectares de florestas abertas. Em 2010, os números eram 108.006,6 e 111.153,33, sendo florestas densas e abertas, respectivamente. Os dados são do MapBiomas. Em comum, os três municípios possuem, na Chapada do Araripe, áreas de Mata Atlântica, com características particulares de fauna e flora. Na última semana, a Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto de Pesquisa Espaciais (INPE) apresentaram a pesquisa do Atlas da Mata Atlântica, que identificou que, entre 2015 e 2016, o Ceará perdeu nove hectares de Mata Atlântica em todo o Estado, que inclui a área caririense. 

De acordo Paulo Maier, Analista Ambiental do Instituto Chico Mendes e Chefe da Área de Proteção Ambiental (APA) da Chapada do Araripe, a área com Mata Atlântica na região do Cariri é pequena do ponto de vista da escala nacional e, por conta disso, não há uma boa precisão em avaliações feitas em larga escala. Apesar disso, ele garante ser possível afirmar que, nos últimos anos, ocorreu perda de vegetação na encosta. Em uma década, por exemplo, o principal responsável pelo desmatamento nas encostas foi a expansão de construções e, mais recentemente, o principal responsável pela perda da vegetação é o fogo. 

Como explicou Paulo, as informações de satélite são coletadas por diferentes fontes, gratuitas ou pagas, que possuem limitações. Elas atestam que a região tanto apresentou ganhos de áreas de vegetação em alguns pontos como perdas em outros. Informações passadas pelo Chefe da APA apontam que há, ainda, outras fontes que apresentam, por exemplo, aumento de focos de calor entre os anos de 2015 e 2016. O fator, como lembra Paulo, é um dos principais responsáveis pelo desmatamento. Somente durante o final do último ano, por exemplo, cerca de nove grandes focos foram registrados somente nas áreas de Mata Atlântica. “Se a gente pega a variação de um ano para o outro, vai ver que é muito grande. O que, na prática, não é verdade. Pode ser erro do sistema”, afirma, fazendo referência tanto aos casos de desmatamento registrados como dos focos de incêndio, já que os satélites podem não captar imagens detalhadamente, como seria necessário para obter tais informações. 

Por conta disso, a APA se reunirá a outros setores de meio ambiente para evitar a continuidade da prática, principalmente em períodos delicados. A APA, inclusive, vai lançar uma campanha, junto ao Governo do Estado, Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) e Secretaria do Meio Ambiente (Sema), para proibir o fogo nos dias 12 de outubro e 13 de dezembro, que são comemorados o Dia de Nossa Senhora Aparecida e Santa Luzia, respectivamente. No período é a época de reprodução do Soldadinho do Araripe e de floração dos pequizeiros. Além disso, o intervalo do tempo proposto é, habitualmente, sem chuvas, com altas temperaturas e com baixa umidade do ar.                         (Jornal do Cariri)

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