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Varejo e serviços devem contratar 51 mil no 4º trimestre

A venda de sapatos deve continuar sendo o
segmento do varejo cearense com maior potencial
para aumentar o número de contratações temporárias
no fim deste ano, segundo avalia
a CDL Fortaleza. FOTO: Lucas Moura
O quarto trimestre deste ano promete ser menos generoso na oferta de empregos temporários na comparação com anos anteriores no varejo e serviços. Segundo pesquisa realizada pelo SPC Brasil e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), esses dois segmentos ofertarão 51 mil vagas entre os meses de outubro e dezembro. Levando em consideração o cenário para o varejo local, o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Fortaleza (CDL), Severino Ramalho Neto, avalia que a situação regional é de avanço, ainda que muito lento.

"A nossa expectativa é muito positiva, mas ainda não há uma recuperação total", detalha, acrescentando ainda que Fortaleza tem um agravante. "Nós tivemos um forte desenvolvimento na área de venda, sobretudo com o crescimento no número de shoppings, então é uma disponibilidade maior de metro quadrado para cobrir com mão-de-obra", diz Severino.

O presidente da CDL destaca que as sapatarias devem continuar, neste fim de ano, como os principais segmentos do varejo em termos de contratação temporária. "As sapatarias sempre têm uma representatividade muito grande. A parte de perfumaria e de presentes, em geral, também demandam bastante no período", avalia.

O segundo semestre é um período bastante aguardado não só por aquelas pessoas que não conseguiram uma colocação no mercado de trabalho no decorrer do ano mas também por estudantes que veem no trabalho temporário a oportunidade de obter uma renda.

A pesquisa da CNDL, de abrangência nacional, ouviu 1.168 empresários e gestores responsáveis pela contratação de mão de obra em empresas de serviços e comércio varejista em todas as capitais e interior.

Expectativa
Entre os empresários consultados, 38% disseram estar confiantes de que as vendas de fim de ano vão superar as realizadas em 2016. Mesmo assim, segundo a pesquisa, 82% asseguraram que não vão precisar reforçar o quadro de funcionários para o fim do ano, incluindo temporários e efetivos. Trata-se de um quadro, segundo os responsáveis pela pesquisa, condizente com os passos lentos de uma economia que se propõe a iniciar a crescer gradualmente.

Entre os empresários que não contrataram e não pretendem contratar novos funcionários, 49% acreditam que a atual equipe conseguirá atender o volume de clientes e não veem necessidade de contratação.

Outros 18% dos empresários consultados acreditam que o movimento no final do ano não irá aumentar. Ainda de acordo com o levantamento, 48% acreditam que não precisarão mudar nada na forma de trabalho, uma vez que não haverá aumento significativo da demanda.

Funcionários
Apenas 13% dos empresários consultados manifestaram a intenção de reforçar o quadro de funcionários e, entre eles, 74% pretendem contratar de um a cinco funcionários - efetivos ou temporários - e 19% ainda não sabem quantos pretendem admitir. A principal motivação entre os que contrataram ou tem contratações previstas é suprir o aumento da demanda (75%). Quatro em cada dez desses empresários (40%) afirmam que os contratados serão formalizados pela própria empresa, porém 35% afirmam que serão informais e 13% terceirizados.

Perspectivas
Ao comparar as perspectivas deste ano com 2016, 22% dos empresários que terão mais mão de obra acreditam que a contratação de funcionários para o final de 2017 será menor, 18% maior e 48% igual. Uma das justificativas para o número menor ou igual de contratações é o não aumento significativo do movimento de clientes no final deste ano (35%).

"Neste fim de ano, a crise econômica deverá novamente inibir o volume das tradicionais contratações de mão de obra temporária e também de trabalhadores efetivos", conforme analise do presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior.

"O estudo revela que a tímida melhora do cenário econômico, promovida sobretudo pela queda inflação, das taxas de juros e pela tímida melhora nos níveis de desemprego, parece em alguma medida ter injetado boas expectativas nos empresários brasileiros", afirma Pellizzaro.                 (Diário do Nordeste)

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