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Cidade do Crato não está estruturada para as chuvas

O canal do Rio Grangeiro já é um problema antigo. Em 2011, com fortes chuvas, o canal transbordou e todo o Centro foi alagado. FOTO: Antonio Rodrigues
Crato. A chuva do dia 11, de 52mm, foi suficiente para quebrar parte da parede do canal do Rio Grangeiro e formar uma cratera na Avenida José Alves de Figueiredo, em pleno centro desta cidade no Cariri cearense. Além disso, várias ruas apresentam rachaduras na pavimentação e buracos. O problema se agrava nos bairros que possuem saneamento básico deficitário e cria um alerta para os próximos meses da quadra chuvosa.

A Prefeitura de Crato imediatamente começou as obras na área atingida do canal, que já apresentava rachadura. Parte da estrutura estava oca e, quando a água penetrou, houve o estouro da parede. Antes das chuvas, a Secretaria Municipal de Infraestrutura já havia feito uma licitação para sanar o problema, mas, por questões burocráticas, só foi feita depois de abrir o buraco. Segundo a Pasta, está sendo criado um muro de contenção que vai evitar um transtorno maior. No máximo, em um mês, a obra será concluída.

O canal do Rio Grangeiro já é um problema antigo no Município. Em 2011, fortes chuvas que atingiram a cidade, o canal transbordou e todo o Centro foi alagado. Carros foram arrastados e a água penetrou em várias lojas, causando muitos prejuízos. O próprio secretário de Infraestrutura, Luiz Wellington Brandão, o define como "Canal do Medo". "Todo ano a gente sofre com esse problema. A vazão é pouca, então transborda. Ninguém pode desviar o leito de um rio, como fizeram", pontua.

Para o titular da Pasta, é necessário fazer um serviço definitivo, aumentar a vazão do canal ou criar reservatório ainda na Serra do Araripe. No entanto, ele admite que a Prefeitura enfrenta problemas por falta de recursos para fazer uma grande obra como essa. "É rezar para não dar uma chuva de 100, 110 milímetros. A última que deu de 170 foi uma bagaceira", admite.

Sobre as ruas, a Prefeitura já fez um levantamento sobre as principais vias que apresentam problemas. A situação é mais grave na Vila Alta, Seminário e Centro. Por outro lado, o bairro Muriti receberá calçamento. "É um trabalho preventivo, de manutenção sempre. Tem 15 homens trabalhando todo dia na operação tapa-buraco. O Crato cresce desordenadamente. Hoje tem muitos loteamentos clandestinos, sem infraestrutura, água, esgoto, energia, tudo pronto. Há ruas desalinhadas, sem calçamento. O cidadão sofre com isso. Este crescimento coopera muito com os problemas. Estamos, na medida do possível, recuperando", conclui.

Saneamento
Um pouco mais longe do Centro, no bairro Parque Recreio, a falta de saneamento agrava com as chuvas. No último fim de semana, os moradores da Rua João Pereira de Lima viram a água do esgoto invadir suas casas. "Aqui não tem esgoto geral, mas vem na conta de água. Um absurdo. Quando chove, o esgoto inunda. É cocô boiando, rato morto", descreve a dona de casa Maria de Jesus Barbosa.

Já sua vizinha, a dona de casa Edleuda de Oliveira, afirma que a água invadiu e molhou os móveis e suas roupas, causando prejuízos. Mas a maior preocupação é a saúde, já que na sua casa tem um filho de seis anos que pode adoecer e o posto de saúde local, no momento, não tem médico atendendo. Algo não muito diferente na Rua Coronel José Maia, no mesmo bairro. "Quando chove pesado, a tampa do esgoto explode, fica a maior seboseira. Ninguém pode almoçar, nem jantar com o mau cheiro", garante o aposentado Francisco Luiz de Souza.


Segundo a Sociedade Anônima de Água e Esgoto do Crato (SAAEC), responsável pelo abastecimento e saneamento da cidade, a ampliação da rede de esgoto será iniciado, no bairro, ainda neste primeiro semestre de 2018. Em nota, ela explica que o grande número de casas construídas nos últimos anos ocasionou na sobrecarga do esgoto da Rua José Pereira Luna.           (Diário do Nordeste)

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