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Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico Sustentável conhece turismo social promovido pelo Assentamento 10 de Abril, em Crato


FOTO: José Antônio Norberto
Com o objetivo em catalogar os pontos turísticos do município de Crato, o Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico Sustentável, na pessoa do seu assessor especial, Luís Carlos Saraiva, visitou o assentamento de 10 de Abril, localizado quase ao lado do Caldeirão, próximo ao distrito de Monte Alverne.

Por meio de uma reunião com guias, a equipe do conselho tomou conhecimento da prática de turismo sustentável através do assentamento e foi até o local para coletar maiores informações.

Em conversa com o acompanhante José Antônio Norberto, o mesmo afirma procura receber os visitantes de forma bem acolhedora, levando o grupo para o Caldeirão, para contar a história de resistência e de luta daquele local. Desta forma, a comunidade começou a receber esses visitantes, em suas residências, criando uma renda a mais para os seus membros.

José Antônio conta ainda que no ano de 2016 e 2017, a associação Tamadi Voyages Solidaires, instituição francesa, entrou em contato com o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) Nacional, onde apontou o estado do Ceará para ser o primeiro a realizar este turismo comunitário – sustentável. A partir disso, a direção do MST do Ceará escolheu três assentamentos, sendo um deles, o 10 de Abril no município do Crato.

O mesmo já recebeu três turmas de francesas, acolhendo as mesmas em suas residências, visando uma maior integração entre as culturas, troca de experiência, e principalmente conhecer a história da comunidade e do Caldeirão.

Diante desse movimento de luta pela terra, a comunidade é constantemente visitada por estudiosos, universitários, professores universitários, entre outros, que procuram, no sucesso do assentamento, replicá-lo em outros locais, bem como, escrever artigos registrando o dia-a-dia desse grupo que vence suas barreiras com a união de seus membros.

Em 1991, um grupo de sem terras, mais precisamente 250 famílias, ocupou o “Caldeirão”. Com base na reforma agrária, o Estado desapropriou uma propriedade de terra próximo àquele local, surgindo assim, o Assentamento 10 de Abril.

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