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Cratenses participam da Via Sacra

FOTO: Patrícia Mirelly

Sexta-feira Santa, um feriado para rezar. É assim que deve ser compreendido este dia pelos cristãos de todo o mundo. Foi isso o que entendeu a dona de casa, Maria José Duarte que, com centenas de fiéis, participou da Via Sacra rezada hoje, dia 30 de março, pela manhã, em Crato. A imagem de Jesus com a cruz nos ombros foi levada da Catedral Nossa Senhora da Penha até o Seminário Diocesano São José.

Como forma de penitencia dona Maria fez todo o percurso descalça, com seu terço nas mãos, rezando e meditando cada passo de Cristo até o calvário. Houve também quem celebrou este momento com contrição e esperança, enxergando nele a misericórdia de Deus. “Participar do sofrimento de Cristo me permite participar de Sua ressurreição”, disse Darlene Peixoto, da Irmandade do Santíssimo.

FOTO: Patrícia Mirelly
A celebração desta Via-Sacra é tradicional e acontece durante todo o dia. Isto mesmo. A celebração inicia pela manhã e é concluída só à noite. “Pela manhã contemplamos as onze primeiras estações, até a crucificação de Jesus. A décima primeira estação é rezada lá no Seminário, quando a imagem é posta na cruz. Às três horas celebra-se a morte de Jesus, aqui na Catedral. Às dezoito horas, a descida da cruz, no Seminário. Às dezoito e trinta começa a procissão. A décima quarta estação é celebrada aqui na Catedral, que é aquela que reza a deposição do corpo de Jesus no sepulcro, entendendo a Catedral como este sepulcro que vai acolher o corpo do Senhor morto, para a visitação dos fiéis”, explicou o padre José Vicente Pinto, cura da Catedral.

Este exercício espiritual convida os fiéis a entender a entrega total de Jesus através do caminho do amor, chamando-os ainda para assumir o próprio caminho, buscando em Deus a santificação para subir ao calvário e, assim como Jesus, ressuscitar ao terceiro dia. Por isso, durante as estações, com paradas durante o percurso, também são feitos momentos de reflexão que, este ano, estiveram voltadas para a superação da violência, tema da Campanha da Fraternidade.

“Todos os anos nós somos convidados a atualizar a vida de Jesus na nossa vida. Este ano refletimos na Campanha da Fraternidade sobre a superação da violência, então penso que nesta Via Sacra a gente pode também lembrar como Jesus foi inocentemente condenado e violentado. A gente pode pensar nos inúmeros, jovens, idosos, mulheres que são violentados, torturados e mortos em uma sociedade que não ama, que endeusa o dinheiro, que busca o dinheiro e o poder”, disse dom Gilberto Pastana, que conduziu a meditação das estações.

Este primeiro momento foi concluído próximo ao meio-dia, mas todos são orientados a vivenciar as demais horas como quem vela um ente querido, no silencio do sepulcro, contemplando, na cruz, o Amor de Deus pela humanidade e na morte de Cristo a morte para uma vida de pecado, que nos permite renascer para uma nova vida.        (Diocese de Crato)

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