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Morre o médico João Tavares, um dos fundadores do Pronto Socorro de Juazeiro

Dr. João Tavares foi um dos fundadores do antigo Pronto
Socorro de Juazeiro. FOTO: Reprodução-Redes Sociais

O médico ginecologista João Tavares Neves morreu no final da madrugada deste sábado em sua residência no bairro Lagoa Seca em Juazeiro do Norte. Ele nasceu no Sítio Barriguda na zona rural de Porteiras e, no último dia 20 de janeiro, completou 84 anos de idade. O seu corpo está sendo velado no Centro de Velório Anjo da Guarda, onde será celebrada missa às 16 horas e, logo depois, o sepultamento no Cemitério do Socorro em Juazeiro

Ele foi um dos fundadores do antigo Pronto Socorro de Juazeiro ao lado dos médicos Ailton Gomes, Odílio Camilo e Gilson Sampaio. Em novembro de 1982 aceitou convite do grupo político liderado pelo Coronel Adauto Bezerra para ser o candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada pelo Capitão Erivano Cruz na disputa pela Prefeitura de Juazeiro. Entretanto, os vitoriosos foram Manoel Salviano e José Maria de Figueiredo com uma maioria de apenas 212 votos.

João Tavares fez o curso primário no município de Jardim, o ginásio no Colégio Salesiano São João Bosco em Juazeiro e começou o científico no Diocesano de Crato o qual concluiu em Recife (PE). No ano de 1957 prestou vestibular para Medicina na Universidade Federal de Pernambuco e foi aprovado em 13º lugar, cujo curso concluiu em 1962 e a colação de grau aconteceu no dia 8 de dezembro no famoso Teatro Santa Izabel na capital pernambucana.

Especializou-se em ginecologia e obstetrícia na Maternidade Bandeira Filho em Recife e residiu no Hospital São João da Escócia, de 1961 a 1962, dando assistência a pacientes clínicos e pós-operados. Posteriormente, fez o curso de doutorado para o SAMDU (Serviço de Assistência Médica e Domiciliar de Urgência), onde trabalhou durante um ano no Posto de Saúde no Bairro da Estância em Recife.

Juntamente com o médico Lamartine Holanda fundou o Centro de Estudos Psicológicos e Psiquiátricos em Recife, mas retornou a Juazeiro no ano de 1963 quando instalou o seu consultório. Ao lado do colega José Newton Gomes passou a trabalhar no Hospital e Maternidade São Lucas implantando o sistema de plantão 24 horas e ali trabalhou mais de cinco décadas no período de 1963 a outubro de 2015.

Quando começou a trabalhar no Hospital São Lucas o prefeito de Juazeiro era o Capitão Humberto Bezerra que o nomeou para a direção do Serviço Cooperativo de Saúde, SESP e a Secretaria de Saúde do Estado na região. Nessa época, Doutor João Tavares muito se destacou no comando da campanha de imunização contra a varíola que imunizou 87% da população, eliminando assim àquela peste que ocasionou vários óbitos no Cariri.

Bem antes, tinha sido um dos fundadores do Comissariado de Menores e do Centro Estudantil Juazeirense (CEJ) e ocupou ainda o cargo de Delegado de Saúde da 5ª Região, bem como de cooperador do INAMPS (Instituto Nacional de Assistência Médica e Previdência Social). No ano de 1968 se juntou aos médicos José Newton Gomes, Odílio Camilo da Silva, Ailton Gomes de Alencar e Gilson Sampaio fundando o Pronto Socorro de Juazeiro e a Clínica de Reabilitação e Fisioterapia.

Com esta mesma equipe e mais os médicos Antônio Telles, Manoel Salviano, Margarida Callou, José Hildon Morais e o empresário Ivan Bezerra, criaram o Pronto Socorro Infantil do Cariri (PSIC). No ano de 1989 Doutor João recebeu o título de cidadão juazeirense e, por uma proposição do vereador Raimundo Cabral Sales, se tornou nome de rua no bairro Aeroporto. Ele recebeu, também, o título de cidadão Belmontense outorgado pela Câmara Municipal de São José do Belmonte (PE).

Médico João Tavares após um dos milhares de partos que fez em hospitais de Juazeiro
Era um homem paciente e caridoso que destinava aos pacientes um trato extremamente humano. Sua esposa, Dona Teresinha de Jesus dos Santos Tavares, revelou que, sempre que o mesmo trazia ao mundo uma criança em meio a um parto difícil, chegava em casa vibrando com a vida salva. Nunca teve receio em enfrentar gravidez de risco numa mesa cirúrgica quando se preparava com tudo que era necessário para oferecer mais segurança a parturiente.

Foram 54 anos de atividades dedicadas à área de saúde, entre janeiro de 1962 e maio de 2016, quando decidiu abandonar a profissão após trazer ao mundo cerca de 52 mil bebês, chegando a atender até três gerações de uma mesma família. O casamento com Dona Teresinha gerou cinco filhos, sendo três homens e duas mulheres e a família foi acrescida com um genro, uma nora e um total de cinco netos. Ano passado, Dr. João sofreu uma queda em sua residência e passou a necessitar de cuidados especiais.                 (Site Miséria)

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