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Casas atingidas por barreiras ameaçam desabar no Crato


População teme que casas sejam soterradas com as
próximas chuvas. FOTO: Reprodução-Jornal do Cariri
As chuvas e a erosão ameaçam casas e põem em risco a integridade de dezenas de famílias que residem na Travessa Monsenhor Lima, no Bairro Pinto Madeira, em Crato. A força da água da chuva tem feito com que a barreira existente no local ceda, aumentando consideravelmente o risco de desmoronamento. Os moradores reclamam que o Poder Público tem sido omisso, mesmo sabendo que anualmente a comunidade sofre durante o período chuvoso.

A dona de casa Rosania Pereira conta que sempre que chove a casa dela é atingida pela lama. “Eu fiz uma barreira de um metro em frente a minha casa, mas quando chove não tem jeito. A barreira desce e acaba atingindo a minha casa. Em anos anteriores, quando o inverno foi intenso, o meu banheiro foi destruído. Eu reconstruí com muito sacrifício, mas tenho medo que numa chuva forte a minha casa seja destruída”, diz Rosania Pereira Caetano.

O medo é compartilhado pela dona de casa Raimunda Martins, que perde o sono quando chove. “Aqui, em casa, ninguém dorme quando chove. A gente fica com um balde tirando a lama que caí da barreira no quintal e vai colocando na rua. A vizinha que mora na parte de cima pede que a gente não tire o barro para a casa dela não desmoronar, mas fica complicado porque a lama entope o esgoto e entra dentro de casa. A gente não tem o que fazer”, lamenta Raimunda Martins.

O gari José Inácio acredita que a construção de um muro de arrimo resolveria a situação. “A barreira cede porque não tem um muro impedindo. Se tivesse um muro construído com pedras e concreto a gente poderia dormir em paz, porque as casas não correriam risco de desabarem. Eu moro de aluguel, pago R$ 200 e, se essa casa desabar, eu não sei o que vai ser da minha família. Queria que alguém se sensibilizasse com a nossa situação e tomasse uma providência”, relata José Inácio. Em nota, a Defesa Civil do Crato informou que está monitorando as áreas de risco do Município e fazendo um levantamento das residências que estão com as estruturas comprometidas, para que o aluguel social seja providenciado e as famílias saiam o quanto antes das áreas de risco.

(Jornal do Cariri)

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