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Ceará abre 1,3 mil empregos no turismo; 3º maior saldo do País

Conhecido por suas belas praias, o Ceará desponta nos
cenários nacional e internacional como um dos principais
destinos turísticos do Brasil. FOTO: Cid Barbosa
O setor do turismo no Ceará registrou a abertura de 1.318 vagas de emprego entre abril de 2017 e abril deste ano. O valor corresponde a 11,7% do total de empregos gerados pelo setor no País. No período, o Ceará ficou atrás apenas dos estados de São Paulo, que criou 14.991 postos, e de Goiás (2.463). Em todo o Brasil, foram criadas 11.188 novas vagas. Apesar do resultado positivo no acumulado de 12 meses, de dezembro a abril deste ano, o Ceará apresentou uma redução de 510 postos, sendo 26 em abril, de acordo com pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Vale ressaltar, ainda, que os números dizem respeito ao período anterior à greve dos caminhoneiros, que teve início em maio deste ano e durou 11 dias.

Segundo o estudo, na comparação com abril de 2017 com abril deste ano, os estados que acumularam as maiores taxas de emprego foram Piauí (4,3%), Goiás (3,2%), Maranhão (1,8%), Ceará (1,7%), São Paulo (1,7%) e Mato Grosso (1,5%).

Segundo Aldemir Leite, presidente da Associação de Meios de Hospedagem e Turismo do Ceará (AMHT), após o período do carnaval, normalmente há queda nas contratações no Estado. Ainda assim, o resultado do quadrimestre foi afetado por uma ocupação na Semana Santa aquém da que era esperada.

"O setor hoteleiro no Ceará contrata muito de dezembro até fevereiro e depois reduz. Mas, como tivemos um diagnóstico muito ruim, na Semana Santa, estamos segurando um pouco as contratações. O que nós vemos é que a violência tem afastado muito os turistas", diz o presidente da AMHT.

"Agora, a gente espera um crescimento no mês de julho, que sempre é um mês bom. E, a partir daí, a gente pode fazer uma projeção para o ano", acrescenta Aldemir Leite.

No País, o setor do turismo encerrou abril com a abertura de 2.477 novos empregos e contribuiu para a formação do saldo positivo de 2.762 no primeiro quadrimestre de 2018. Segundo a CNC, o número de abril expõe a mudança do desempenho das atividades do turismo no curto prazo, revertendo a tendência de destruição de vagas nos segmentos ligados ao setor. Além disso, reflete a recuperação do setor, ainda que gradual.

No ano, as demissões líquidas nos segmentos de hotéis e similares, assim como nos serviços ligados à cultura e lazer, atividades ligadas às necessidades secundárias, refletem os ajustes das empresas diante do mercado consumidor desaquecido. Já no período de 12 meses, de abril de 2017 a abril de 2018, a contratação de mão de obra no setor (11.188), representou aproximadamente 4,0% do emprego gerado no País (283.118).

Segmentos
Em abril de 2018, o emprego no turismo brasileiro totalizava 2.926.568 pessoas. O setor organizava-se com preponderância nos segmentos de alimentação e hospedagem (65,2%) e nos diversos meios de transporte de passageiros (27,5%). Nos demais segmentos, a participação é bem menor, com 7,2% do total. Somente os dois primeiros grupos de atividades respondem por 92,7% da ocupação da mão de obra nos diversos segmentos turísticos.

O saldo da conta turismo do Balanço de Pagamentos no primeiro quadrimestre deste ano teve aumento do déficit (de US$ 2,18 bi para US$ 2,49 bi) por causa da alta (41%) das despesas dos brasileiros no exterior (de US$ 2,97 bi para US$ 4,04 bi), enquanto as receitas dos gastos de turistas estrangeiros aumentaram somente 6,55% (de US$ 1,60 bi para US$ 1, 71 bi).

A recente elevação cambial desvalorizando o real (10,95% de 25 de janeiro a 30 de abril) poderá resultar no redirecionamento de parte do dispêndio das famílias com viagens internacionais para viagens domésticas, incrementando o volume de vendas das atividades turísticas.

Levantamento da CNC sobre o setor de turismo mostra que o segmento dos meios de hospedagem cresceu nos últimos dez anos, gerando maior empregabilidade, apesar da crise nos últimos três anos. Mas, enquanto a indústria e o comércio varejista já ensaiam uma recuperação, os segmentos de serviços e o turismo ainda não saíram da crise.                 (Diário do Nordeste)

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