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Cariri tem 8% de consumidores que geram sua energia no Ceará

O Cariri possui, hoje, 81 consumidores gerando sua própria energia, dentro do conceito de geração distribuída instituída pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) no ano de 2012, o que representa 8,1% do total de 1.000 em todo o Ceará. As cidades de Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha lideram o ranking de consumidores na região, com 51, 12 e 06, respectivamente, que produzem 646, 115 e 109 kilowatts (kW) de potência em cada município. São cerca de 160.00 kWh por mês. No total, são produzidos 932 kW de potência, que correspondem a 0,93 megawatts (MW). Em todo o Ceará, são cerca de mil consumidores que possibilitam capacidade instalada de 27 MW. Assim como em todo Brasil, a maior parte da geração de menor porte é oriunda da energia solar, com equipamentos próprios que convertem a luz do sol em energia para o consumo. 

Como destacou Joaquim Rolim, coordenador do Núcleo de Energia da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), a região do Cariri possui fatores que contribuirão para o maior desenvolvimento da produção de energia por consumidor ao longo dos anos. Entre eles, o potencial econômico e irradiação solar disponível. Com isso, o coordenador acredita que surgirão novas oportunidades de negócio dentro do segmento. 

“Os resultados positivos têm sido possibilitados pelos trabalhos desenvolvidos desde 2015 pela FIEC, juntamente com a Câmara Setorial de Energias Renováveis e o Sindicato das Indústrias de Energia e de Serviços do Setor Elétrico do Estado do Ceará (Sindienergia). Também pelo apoio do Banco do Nordeste e dos empresários, que são os principais motivadores e desenvolvedores desse projeto que possibilita os resultados”, menciona Joaquim. 

O Ceará se mantém em quarto lugar no Brasil em potência instalada e sétimo em quantidade de consumidores que geram sua própria energia, tendo 25% do total das pessoas que geram sua própria energia no Nordeste. O crescimento supera os 100% ao ano e cresce, em média, 5% ao mês. “Mesmo com a crise econômica que estamos vivendo, é um setor em crescimento contínuo”, enfatizou Joaquim, ao destacar que a geração é uma ótima possibilidade de redução de custo de energia elétrica. 

Como explicou o coordenador, as mudanças tiveram início a partir de 2012, com a Resolução Normativa Aneel nº 482/2012. De acordo com a Resolução, o consumidor brasileiro pode “gerar sua própria energia elétrica a partir de fontes renováveis ou com geração qualificada e, inclusive, fornecer o excedente para a rede de distribuição de sua localidade”. Tanto instituições bancárias como empresas privadas financiam a instalação dos equipamentos, que apresentam cerca de cinco anos no retorno do investimento e têm vida útil de, em média, 25 anos. (Jornal do Cariri)

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