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Ciro diz que reajuste de servidores é 'bofetada no rosto da população'


Ciro comentou reajuste de 16,38% ao Judiciário
concedido pelo presidente Temer. FOTO: REUTERS-Adriano Machado
O candidato do PDT à Presidência nas eleições 2018, Ciro Gomes, chamou nesta quinta-feira, 30, de "uma bofetada no rosto da população" o aumento de salários a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e servidores federais, medida que considerou vergonhosa em virtude da crise nas contas públicas. Ciro, que cumpriu agenda de campanha na Unicamp, em Campinas (SP), também defendeu uma ação mais efetiva do governo para acolher refugiados venezuelanos e a mediação de uma solução para o conflito no país vizinho.

O pedetista relacionou o reajuste a uma "falta de compostura da elite brasileira" e o qualificou de "vergonhoso". "Não é que o salário seja grande, eu acho que os juízes têm que receber salários crescentes, os maiores possíveis, e acho francamente uma impostura ficar falando mal de salário", disse. "Eu estou falando agora é da ocasião, volto a repetir, temos 13,7 milhões de brasileiros desempregados, 32 milhões de brasileiros vivendo de bico, na informalidade, correndo da repressão, 60 mil mulheres foram estupradas no Brasil nos últimos 12 meses sem nenhuma punição."

O presidente Michel Temer definiu reajuste de 16,38% ao Judiciário, com acordo junto ao STF (Supremo Tribunal Federal) pelo fim do auxílio-moradia pago aos magistrados, para tentar equilibrar os gastos com o aumento de salários. O reajuste para os servidores federais, que poderia ser adiado, acabou mantido.

Crise venezuelana
"Evidente que não (fecharia a fronteira à entrada de venezuelanos), nosso país é construído por mão de obra escrava, que foi violentamente trazida de forma desumana da África pra cá. É um país que foi criado por ondas migratórias muito importantes na história da humanidade", afirmou o pedetista sobre a crise na Venezuela. "O Brasil tem que cumprir a sua tarefa, de natural líder da região, e mediar aquele conflito. Nesse momento a gente tem de fazer tudo que esteja a nosso alcance, mesmo sendo pobres, como somos, para ajudar aquelas pessoas que estão em pior situação, que perderam sua comida, perderam sua casa, estão saindo de seu país com muita dor, procurando um refúgio humanitário."

Ciro criticou também a decisão do governo americano de separar filhos de imigrantes brasileiros dos pais. "Outro dia o senhor Trump separou crianças brasileiras de seus pais, em jaula como se fosse animal, e esse tipo de comportamento é nazista", afirmou.  (Agência Estado)

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