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Falta de recursos afeta campanhas de partidos no Ceará

Desde o início da campanha, Francisco Gonzaga
(PSTU) não tem tido agenda em
alguns dias. FOTO: Fabiane de Paula
A quase um mês das eleições, a falta de recursos bate à porta de candidatos ao Governo do Estado, que têm sido forçados a reduzir atividades de campanha, principalmente no Interior. Alguns sequer já apareceram no horário eleitoral gratuito, alegando falta de dinheiro para produzir programas de TV e de rádio. Com estrutura insuficiente e 45 dias de campanha, os candidatos apostam no corpo a corpo com o eleitorado e na internet para se manterem na disputa.

Dentre os seis postulantes a governador, Mikaelton Carantino, do PCO, não divulgou, até agora, nenhuma atividade que tenha realizado na Capital ou no Interior do Estado. Ele também não apareceu ainda no horário eleitoral gratuito em rádio e TV, e, conforme admite, não há previsão para isso. Embora o PCO tenha recebido, nacionalmente, R$ 980,6 mil do fundo eleitoral, o candidato ainda não declarou despesa à Justiça Eleitoral.

"A gente já chegou a passar dois dias (sem fazer atividade), porque não tinha dinheiro nem para o combustível. (...) Tudo é centralizado na (Executiva) Nacional, que pegou os nossos dados, disse que ia fazer (a transferência do recurso) e não fez", reclama Carantino.

O candidato do PSTU, Francisco Gonzaga, também tem sentido dificuldade de imprimir ritmo à campanha. Primeiro, observa ele, por integrar um partido que conta com, no máximo, 15 militantes. É esse grupo que ajuda a organizar a agenda de campanha, que chegar a ficar vazia em alguns dias. A "limitação" de recursos é outro desafio.

"Vamos ter um valor destinado em torno de R$ 29 mil, mas a gente está fazendo a campanha. A concentração do nosso trabalho tem sido nas garagens de ônibus, nos canteiros de obras, nas fábricas", relata. Gonzaga, que já declarou à Justiça doação de R$ 800 de pessoa física, teve, até agora, propaganda exibida apenas na TV.

Já Hélio Góis, do PSL, diz que concentra atividades, majoritariamente, nos fins de semana. Segundo ele, a campanha é feita por voluntários, que não "ficam à disposição do partido". Embora ainda não tenha declarado receita à Justiça Eleitoral, porém, o candidato diz ter arrecadado cerca de R$ 800 por meio de "vaquinha" virtual.

Visitas
Segundo o candidato, a falta de recursos tem limitado visitas ao Interior e até impossibilitou a veiculação de programas em rádio e TV na última sexta-feira (31). Ele ressalta, porém, que a "situação já foi normalizada". Com material "jejuno", Hélio Góis afirma que conta com os debates e as redes sociais para dar visibilidade à candidatura.

Já para o candidato do PSOL, Ailton Lopes, o ritmo da campanha está "tão bom que está cansativo". Ele diz que já visitou, pelo menos, 20 municípios no pleito, mas pondera que o pouco tempo de campanha expõe "desigualdade" em relação a "campanhas mais abastadas". "A gente vai de carro para uns municípios, de ônibus para outros. E as redes virtuais têm sido úteis nesse sentido da gente poder chegar a um município, sem ter chegado lá presencialmente".

De acordo com o DivulgaCand, Ailton Lopes recebeu, até agora, R$ 97,7 mil para a campanha, sendo R$ 91,4 mil do fundo eleitoral e R$ 5,2 mil de financiamento coletivo via internet e de doações de pessoas físicas.  (Diário do Nordeste)

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