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Saúde reforça vacinação contra HPV em adolescentes


A Campanha de Mobilização para a Vacinação do Adolescente contra o papilomavírus humano (HPV) foi lançada, na última terça-feira (4), pelo Ministério da Saúde. Apesar de estar inclusa no Calendário Básico de Vacinação 2018, o objetivo é reforçar a importância da vacina e imunizar a maior quantidade de adolescentes possível.

O Ministério da Saúde preconiza que pelo menos 80% dos adolescentes - meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 - estejam imunizados com as duas doses necessárias para protegê-los do HPV pelo resto da vida. No Ceará, até 2017, 83,24% das meninas já tinham sido imunizadas com a primeira dose (D1). Já a segunda dose (D2) conta com menor adesão - 52,33%. Somente em 2018, 52.699 foram aplicadas em meninas. O número aumentou para 86,66% de D1 aplicadas e 55,57% de D2.

Entre os meninos cearenses, o número é mais favorável, levando em consideração que, para eles, a vacinação iniciou-se em 2017. Neste primeiro ano, 39,33% tomaram a D1 e 9,04% a D2. Em 2018, 69.604 meninos foram vacinados contra a doença. Segundo a coordenadora de imunização da Secretaria de Saúde do Ceará, Ana Vilma Leite, o número é significativo, mas é necessário melhorar a adesão à segunda dose, que é tomada seis meses após a primeira. "A campanha deve ser feita em parceria com a Secretaria de Educação porque é lá que os adolescentes estão. Por isso nos fazemos presentes nas escolas, trocando o medo da vacina pela informação. Essa imunização é muito importante para a prevenção de vários cânceres", afirma.

O vírus do HPV é transmitido principalmente por meio das relações sexuais sem o uso de preservativo. Nas meninas, a vacina age de forma a prevenir o câncer de colo de útero, de vulva, vagina e de orofaringe. Nos garotos, a prevenção é de câncer de pênis, ânus e também orofaringe.

Apesar disso, a adesão à vacina ainda é baixa, conforme informou Ana Vilma, devido ao pensamento dos pais de que o adolescente não precisa vacinar-se, já que não iniciou a vida sexual. "Os responsáveis devem entender o quanto esse pensamento está errado. Imunizar nessa faixa etária é importante porque eles não tiveram exposição ao vírus, então a resposta deles na produção de anticorpos é 10 vezes maior do que na pessoa que já teve contato", explica.  (Diário do Nordeste)

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