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Baixa umidade do ar em Juazeiro do Norte exige cuidados com a saúde


Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), Juazeiro do Norte atingiu temperatura máxima de 37º, nesta terça-feira. FOTO: Antonio Rodrigues
Juazeiro do Norte. No último final de semana, a taxa de umidade relativa (UR) do ar atingiu 23% na Terra do Padre Cícero. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o nível é classificado como estado de atenção. Por isso, o tempo seco tem alterado, sutilmente, o cotidiano da cidade. Em cada esquina, um ambulante vende água para refrescar, pois, a procura é grande.  

O supervisor da Unidade de Tempo e Clima da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), Raul Fritz, explica que o nível Umidade relativa do ar depende de vários fatores como temperatura, ventos, vegetação e condições da superfície. “Ela varia durante o dia. Tem uma oscilação”, conta.  

No Cariri, a taxa de umidade tende a cair no período da tarde até o início da noite, quando a temperatura está mais alta. Segundo a Funceme, na cidade vizinha de Barbalha, por exemplo, ontem (1º), chegou a atingir a temperatura de 33º, por volta das 13h. Paralelo a isso, no mesmo horário, a umidade relativa do ar ficou em 26%.  

Por outro lado, na madrugada desta terça-feira (2), a temperatura caiu para 21º, fazendo a umidade relativa do ar atingir 68%, na Terra dos Verdes Canaviais.  

De acordo com estudos da OMS, quando o valor da umidade relativa fica abaixo dos 30% há estado de atenção; se atingir entre 20% e 12%, ocorre o estado de alerta. 

Fritz explica que no mês de agosto há uma redução da umidade relativa do ar, mas que voltou a subir no último mês setembro, por causa dos ventos. “Quando se aproxima da pré-estação chuvosa, a umidade vai crescendo, se preparando para as chuvas”, explica o meteorologista.  

No último domingo (30), uma neblina caiu em Juazeiro do Norte por alguns minutos. O meteorologista explica que isso pode acontecer, mas é muito difícil que ocorra em grande volume. “Não é impossível. Na medida que vai aproximando o fim do ano, as chuvas tendem a cair mais, principalmente, na segunda quinzena de dezembro”, completa Fritz.  

Cuidados 
O médico Glauco Norões Xenofonte, especialista em Otorrinolaringologia, afirma que a diminuição da umidade relativa do ar faz algumas alterações no organismo, principalmente, no sistema respiratório. “Entre as mais comuns estão o sangramento nasal e a piora dos sintomas da rinite e sinusite”, descreve.  

Norões explica que o sistema respiratório precisa de umidade para funcionar de forma satisfatória e o ressecamento das mucosas leva ao aparecimento de sintomas como obstrução nasal, sangramento, ardor, tosse seca, falta de ar. “Todos têm de tomar certos cuidados, mas as pessoas com essas patologias têm que redobrar a atenção”, acrescenta.  

Por isso, o médico recomenda, nesse período mais seco, o uso frequente de solução fisiológica nasal, hidratação frequente, evitar a prática de atividades físicas em ambientes expostos ao sol no período de 10h às 16h e fumar. “É importante procurar atendimento médico no aparecimento dos sintomas”, finaliza Norões.  

No centro de Juazeiro do Norte, a população se acostumou a fazer da garrafinha de água um acessório comum em suas mãos. Além disso, o sol forte fez muitos moradores adotarem a “sombrinha” do guarda-chuva, como a vendedora Julia França. “Nessa época, o sol queima muito”, justifica. Já o motorista Francisco Henrique Lima procura sempre se reidratar. “Não pode brincar com o calor”, lembra.  

Romaria
Na Romaria de Nossa Senhora das Dores, no último mês de setembro, a Secretaria Municipal de Saúde confirmou que a desidratação, por conta do tempo seco, é um dos principais fatores que fazem os romeiros procurarem as unidades de saúde. A reidratação é feita através de soro, principalmente, em idosos. Além disso, a diarréia e a pressão são outros sintomas comuns nesse período.           (Blog Diário Cariri)

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