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Parlamentares eleitos se articulam para propor Secretaria do Nordeste

Heitor Freire se reuniu com empresários cearenses.
FOTO: Mauri Melo
Parlamentares eleitos pelo PSL em estados nordestinos e aliados têm se articulado para propor ao futuro presidente Jair Bolsonaro (PSL) a criação de uma Secretaria do Nordeste. A ideia foi apresentada ontem, pelo deputado federal eleito Heitor Freire, presidente da sigla no Ceará, durante encontro com empresários cearenses.

"(A ideia) É apresentar pontos específicos, porque as nossas necessidades são diferentes das dos nossos amigos e brasileiros do Sul. Seria uma secretaria para apresentar projetos, soluções pro presidente e trazer diretamente para o Nordeste", explica Freire.

A intenção é que a secretaria seja ligada ao gabinete do presidente. "(Nós) Conversamos sobre a importância de defender o Nordeste a nível nacional e mundial", diz.

Região onde Jair Bolsonaro perdeu em todo os estados para Fernando Haddad (PT), a ideia sobre a criação de uma Secretaria do Nordeste é um aceno, mas ainda segue como conversa entre parlamentares aliados ao capitão reformado. "Não está no plano de governo ainda nem foi ainda pautado pelo presidente. (...) O governo de transição ainda não avaliou, não viu a viabilidade", pondera Freire.

O almoço no Ideal Clube foi organizado como "encontro informal" entre o deputado eleito e empresários cearenses, articulado pelo empresário Philomeno Gomes Júnior e pelo industrial José Dias Vasconcelos, ex-presidente do Centro Industrial do Ceará (CIC).

Philomeno Gomes explica que o encontro buscou apenas promover uma aproximação entre Heitor Freire e lideranças empresariais "para abrir o caminho, para quando chegarem as demandas, o pessoal saber como chegar a ele".

Durante discurso para os empresários, o deputado eleito falou sobre a direção do Banco do Nordeste. Ele afirmou que já indicou alguns nomes a Bolsonaro, mas preferiu não adiantar quem são. "São nomes técnicos, pessoas que têm trabalho reconhecido perante a sociedade brasileira. Entreguei à equipe de transição e vou deixar a critério do presidente". Conforme Freire, uma das prioridades para o órgão será "estar mais acessível para os empresários".

Ele também adiantou que o Governo Federal deve focar em três áreas principais no Ceará: segurança, seca e economia. Na primeira, o deputado federal garante que a Inteligência no combate ao crime organizado será a prioridade. A experiência de Israel no combate aos problemas causados pela seca será inspiração. "Já iniciei esse contato com o governo de Israel, quero ir lá, conhecer e trazer. Eles têm a mesma problemática e conseguiram solucionar com tecnologia", explica.

Na economia, Freire garantiu que haverá "menos impostos, menos burocracia, mais acesso para aquele que gera emprego e renda e apoio ao empresário". Esses objetivos foram os mais citados como expectativas pelos empresários que estiveram no almoço.

Para o presidente do Sindicato do Comércio Varejista e Lojista de Fortaleza, Cid Alves, "a reforma trabalhista tem que ser mantida e aprofundada". "O que foi feito já foi um grande avanço para que parte da desregulamentação torne o emprego mais acessível", defendeu.

BASTIDORES 
APÓS O ALMOÇO, muitos dos convidados foram à mesa do deputado eleito conversar. Entre apertos de mãos e fotografias, muitos cartões de visitas foram trocados, enquanto Heitor Freire ressaltava que os empresários podiam contar com ele.

EM CONVERSAS com alguns empresários, Freire afirmou que as reformas devem ser aprovadas ainda no primeiro semestre do ano que vem, porque o novo governo "chega com moral".

INDAGADO SE havia algum risco de o governador reeleito Camilo Santana (PT) sofrer alguma retaliação por pertencer ao partido de oposição ao PSL, o deputado eleito afirmou que "as eleições já acabaram". "O diálogo com o governo estadual vai existir de forma tranquila", garantiu.

HEITOR FREIRE também defendeu a extinção do Ministério do Trabalho, anunciada por Jair Bolsonaro. A intenção, explicou, é que a pasta se transforme em uma secretaria. "É importante, mas o que nós julgamos importante é trazer emprego e renda para quem está desempregado", argumenta.           (O Povo)

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