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Pesquisa busca preservar espécie de caranguejo da Chapada do Araripe


Uma ação para conservar o caranguejo guaja-do-araripe, espécie endêmica da região do Cariri, será realizada neste sábado, 3, a partir de 10h, na reserva Oásis Araripe. Realizada em parceria pelo Geopark Araripe, o campus de Crato do Instituto Federal do Ceará e a ONG Aquasis, a iniciativa faz parte de uma pesquisa que investiga o comportamento da espécie kingsleya attenboroughi para promover o repovoamento do animal.

O caranguejo foi descoberto para a ciência em 2016, no distrito do Arajara, em Barbalha, pelos pesquisadores Alysson Pinheiro, da Urca, e Willian Santana, da Universidade do Sagrado Coração (USC), de Bauru (SP). Apesar da descoberta recente, a espécie já está ameaçada de extinção. Segundo Pinheiro, "ele está ameaçado especialmente porque depende dos rios da nossa região, que estão, de forma geral, diminuindo sua vazão".

Um laboratório que simula o habitat da espécie foi montado no campus de Crato do IFCE para que os pesquisadores possam investigar e descrever o comportamento do caranguejo, como é a alimentação e a reprodução da espécie, por exemplo. O passo seguinte é tentar combater a extinção do animal, realizando a reintrodução no ambiente com o apoio do ICMBIO: "A gente quer fazer esse repovoamento, essa reprodução em cativeiro, para não deixar a espécie se extinguir", conta Carlito Alves, mestrando da Urca.

O estudo do comportamento é uma das etapas da pesquisa, que busca ainda promover a educação ambiental para as comunidades da área e a conscientização sobre a importância e o papel do animal no ambiente em que ele vive, além de investigar o que essas comunidades conhecem da espécie e de que forma a utilizam. "Tudo isso vai ajudar a gente a planejar estratégias para intervir no território de forma a garantir a preservação dele. Preservá-lo é preservar os ambientes onde ele está, que são basicamente nossos corpos d'água, nossas nascentes, nossos córregos. A gente está atuando para manter os nossos cursos d'água na região e manter o abastecimento humano também", explica Pinheiro.

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