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13º salário de vereadores deve custar R$ 210 mil aos cofres públicos de Juazeiro


"Essa cadeira é emprestada. Cada um que está aqui foi emprestado. O dinheiro é nosso", afirma manifestante. FOTO: João Boaventura Neto
A criação e aprovação do benefício de 13º salário para os vereadores de Juazeiro do Norte em sessão extraordinária no dia 18 de dezembro gerou reação em parte da população. Cabe sanção ou veto do prefeito municipal.

Um movimento político lançou nota de repúdio a decisão e uma manifestação foi marcada para acontecer na Câmara de Vereadores na sessão ordinária desta quinta-feira, 20, sendo frustrada pela falta de quórum no plenário e, portanto, não havendo sessão.

Atualmente o salário bruto de um parlamentar juazeirense é de R$ 10 mil. Seriam necessários ao menos R$ 210 mil dos cofres públicos destinados a esta nova gratificação ainda em dezembro de 2018.

Enquanto segura um cartaz de protesto no plenário vazio, Macedônia Bezerra, universitária, diz estar "decepcionada" com os representantes do povo. "Estamos aqui reivindicando a confiança que depositamos em cada vereador para que sejam tratados os nossos interesses", disse.

Em poucos dias Macedônia conseguiu mais de 300 assinaturas em um manifesto online contra a criação do 13º salário aos vereadores e está analisando o que o movimento pode fazer para revogar este projeto.

"Nós não estamos sendo ouvidos. Estamos sendo esquecidos. Essa cadeira é emprestada. Cada um que está aqui foi emprestado. O dinheiro é nosso", afirma.

Mais cedo na semana o presidente da Câmara, Gledson Bezerra, chegou a dizer que considerava esse tipo de debate "desnecessário" em um momento em que a Câmara está "cortando despesas".

APROVADO

Proposta de criação do 13º salário para parlamentares foi proposta pela da Mesa Diretora, sendo apoiada pelos vereadores Adauto Araújo (PSC), Zé Barreto (PPS), Rosane Macedo (PPS), Cicinho Cabeleireiro (PPL), Márcio Joias (PDT), Nivaldo Cabral (DEM), Preto Macedo (MDB), Damian de Firmino (PRTB), Capitão Vieira (Patriota), Claudionor Mota (PMN) e Valmir Domingos (PPS).

Apenas 5 votaram contra o projeto. Jacqueline Gouveia (PRB), Rita Monteiro (PDT), Demontier Agra (PPL), Tarso Magno (PRP) e Darlan Lobo (MDB). 

Já Auricélia Bezerra (PDT), Domingos Borges (PPS), David Araújo (Patriota) e Aninha Teles (PDT) não participaram da sessão.

O presidente, vereador Gledson Bezerra, não participa desse tipo de votação.    (Site Miséria)

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