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Dezembro vermelho – combate ao HIV e AIDS no Cariri



O mês de dezembro é marcado pela conscientização e combate à Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) e Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV). O ano de 2018 assinala 30 de luta, trazendo o tema “Uma bandeira de histórias e conquistas”, feito pelo Ministério da Saúde. Ao contrário de 30 anos atrás, hoje é possível ter qualidade de vida mesmo com o vírus HIV.

Como o HIV, vírus causador da Aids, está presente no sangue, sêmen, secreção vaginal e leite materno, a doença pode ser transmitida de várias formas, como sexo sem camisinha (vaginal, anal ou oral), de mãe para o filho (quando não há acompanhamento especializado), compartilhamento de seringa ou agulha contaminada, instrumentos que furam ou cortam contaminados e não esterilizados, como alicates e até piercings e transfusão de sangue contaminado com o HIV. É importante frisar que o vírus não é transmitido por abraços, apertos de mão ou beijos.

Os primeiros sintomas da doença podem ser facilmente confundidos com um mal-estar ou resfriado, podendo apresentar febre, tosse seca, manchas na pele, calafrios, diarreia, aumento dos linfomas (ínguas) e dor de garganta. Por isso é importante fazer o teste que permite a verificação da infecção, disponível no Sistema Público de Saúde (SUS).

Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, a taxa de mortalidade em decorrência da doença diminuiu nos últimos anos, passando de 5,7 a cada 100 mil habitantes, em 2014, para 4,8, em 2017.

Ainda não há cura para a infecção pelo vírus HIV, mas há remédios que podem reduzir drasticamente a progressão da doença, deixando o vírus indetectável no corpo. Hoje é possível viver normalmente com HIV, pela evolução do diagnóstico e do tratamento, que também diminuiu os efeitos colaterais dos medicamentos.

Ao contrário do que se pensa não há, atualmente, grupos de risco, e sim comportamentos de risco, pois o vírus passou a se espalhar de forma geral. Um exemplo disso é que o número de heterossexuais contaminados por HIV tem aumentado proporcionalmente com a epidemia nos últimos anos, principalmente entre mulheres. Por isso, a prevenção é fundamental para o Combate à Aids.

HIV e AIDS
Portar o vírus do HIV não significa diretamente desenvolver a AIDS. Isso porque, apesar de a AIDS ser gerada a partir da contaminação com o vírus, nem todos os contaminados a desenvolvem. Para evitar o surgimento da AIDS, é necessário que as pessoas com o vírus do HIV iniciem o tratamento o quanto antes.

Se desenvolvida, a AIDS faz com que a pessoa tenha baixa dos linfócitos (sistema imunológico baixo), e fique de “portas abertas” para várias contaminações como tuberculose e hepatite.

HIV no Cariri 
Os testes rápidos para identificação do vírus duram de 15 a 20 minutos e podem ser feitos tanto no serviço de saúde primária (Postos de Saúde), como na secundária, a exemplo do Serviço de Infectologia, que na cidade de Juazeiro do Norte localiza-se logo ao lado do hospital Tasso Ribeiro Jereissati (Estefânia).

Segundo Geni Oliveira Lopes, enfermeira e diretora no Serviço de Infectologia de Juazeiro do Norte na parte de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) HIV/AIDS, 548 pessoas com HIV estão em tratamento regular na cidade pelo Serviço. Porém, cadastrados no sistema são mais de mil pessoas, o que indica que apenas metade dos pacientes estão fazendo regularmente o uso dos medicamentos.

Geni aponta que muitos paciente, ao notarem melhora, param de frequentar o Serviço, retornando quando sentem que pioraram. A enfermeira indica que essa atitude pode prejudicar a pessoa infectada, visto que o paciente tende a criar resistência aos remédios quando não dá continuidade ao uso. “Quando o paciente começa a tomar a medicação é para o resto da vida… é uma doença crônica e silenciosa, como diabetes ou hipertensão”, diz a enfermeira.

Segundo ela há um fenômeno comum no Serviço de Infectologia, onde muitos pacientes de outras regiões que não fazem parte dos municípios atendidos no Juazeiro procuram este centro, por medo de serem reconhecidos em suas regiões. Das 548 pessoas em tratamento regular, 402 são de Juazeiro e 147 de outros locais. Geni explica que até as pessoas com HIV passarem pelo processo de aceitação e quebra de preconceitos leva algum tempo.

Ela ainda conta que, depois de 3 meses de tratamento, 92% dos pacientes ficam com a carga viral indetectável (não deixando de ter a doença, mas diminuindo significantemente o número do vírus no corpo), a ponto de poderem ter filhos (nos casos de mães infectadas que tem o desejo de serem mães) e não transmitirem o HIV para o companheiro ou para o bebê. A única restrição é a de não amamentar, recebendo leite durante os primeiros seis meses do Serviço Único de Saúde.

A enfermeira conta que são poucos os casos onde os portadores do HIV em tratamento desenvolvem a AIDS. Ano passado foram registradas 12 mortes de pessoas com a doença, já esse ano foram 9 até o mês de agosto, o que entre os mil registrados representa apenas 1%.

As cidades que o Serviço de Infectologia de Juazeiro do Norte abrange são, além do próprio município, Grangeiro, Caririaçu, Barbalha, Missão Velha e Jardim.      (Site Badalo)

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