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Em 15 minutos, mulher retira três sacos de lixo de trilha na Floresta do Araripe, em Crato



Eliane Peixoto, 51, cansou de trilhar pela Floresta Nacional do Araripe, em Crato, e se deparar com lixo por toda parte. Neste último fim de semana, quando realizava sua trilha dominical, no dia 02, recolheu improvisadamente, três sacos plásticos de lixo em apenas 15 minutos de caminhada.

Nesta breve "limpeza", encontrou embalagens plásticas, papelão e alumínio, garrafas pet, restos de comida industrializada e, o que considerou mais inusitado, até mesmo absorventes e fraldas descartáveis utilizadas.

O relato da designer de interiores foi publicado em seu perfil pessoal no Instagram, onde aproveitou e convocou trilheiros do Cariri para ter maior sensibilidade com a organização, limpeza e manutenção deste tesouro que é a FLONA.

"Fiquei enojada com a situação e muito triste em perceber a falta de cuidado que os próprios moradores e admiradores daqui tem pelo local que dizem amar", desabafou. Segundo diz, seu grupo "Trilheiros Cariri" está se mobilizando para realizarem mutirões de limpeza.

Ao que parece, a inexistência de pontos de coleta ou mesmo latões de lixo nas trilhas colaboram para a má educação, pois mesmo orientados sobre os problemas causados pela poluição na floresta e possibilidade de incêndios, o que mais surpreendeu Eliane foi à quantidade de "pontas" de cigarros encontradas.

PROBLEMA ANTIGO

A sujeira e poluição nas trilhas da Chapada do Araripe, dentro da Floresta Nacional, é problema antigo enfrentado pelo ICMBio e administração do local.

Segundo explica a chefe da FLONA, Verônica Lima, os pontos de coleta e lixeiros foram arrancados, roubados ou depredados logo após serem instalados e não dispõe de fundo orçamentário para nova compra. Mesmo com campanhas de conscientização e pedidos para cada um se responsabilizar com o lixo, não há resultados.

"Não temos serviço de limpeza 24h ou pessoal para realizar a tarefa semanalmente", atesta.A FLONA é composta por 39 mil hectares totais, com 36 quilômetros de trilhas principais, para 8 funcionários, sendo apenas 2 fiscais.

"Não temos culpa", afirma. "A Floresta é diferente de um Parque, que tem entrada e saída. A Floresta é muito grande, com muitas veredas".   (Site Miséria)

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