Header Ads

Irmãs siamesas têm volta adiada ao Ceará em uma semana para reparo de pele



As irmãs gêmeas Maria Ysadora e Maria Ysabelle, de 2 anos e meio, tiveram a volta adiada a Aquiraz, onde nasceram. Elas tiveram alta hospitalar no dia 7 de dezembro, após a cirurgia definitiva de separação das cabeças, mas seguem num hospital de São Paulo para um programa de reabilitação que inclui fisioterapia e fonoaudiologia.

“Não foi nada grave. A Ysadora teve um ponto que abriu ontem, no fim da tarde, quando eles estavam arrumando as coisas pra viajar. Achamos mais prudente cuidar desse ponto aberto aqui pra depois elas poderem viajar com mais segurança”, explica Maristela Bergamo, pediatra do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (HCRP).

Segundo a médica, a abertura é “bem superficial”, mas a recomendação é que as gêmeas permaneçam mais uma semana na cidade paulista.  É tudo muito variável, mas talvez até o fim da próxima semana elas possam voltar para o Ceará”, estima. A expectativa da família era passar o Réveillon em casa.

Antes unidas pela cabeça, as irmãs passaram por cinco cirurgias ao longo de 2018, no HCRP. O último procedimento ocorreu no fim de outubro e durou mais de 15 horas. Cerca de 30 profissionais se envolveram na operação, que custa US$ 2,5 milhões em clínicas particulares dos Estados Unidos.

Quanto à reabilitação, Maristela Bergamo informa que as irmãs “estão muito bem mesmo, bem acima do esperado, brincando e se desenvolvendo neurologicamente muito bem, sem nenhum déficit ou sequela”.

Cronologia dos procedimentos
1ª etapa: 17 de fevereiro
A primeira etapa da cirurgia foi concluída após sete horas de procedimentos. Médicos começaram a desconectar vasos sanguíneos e a expandir a pele na cabeça. 

2ª etapa: 19 de maio
O procedimento cirúrgico durou 8 horas e deu continuidade à desconexão dos vasos sanguíneos.

3ª etapa: 3 de agosto
Após oito horas, os médicos chegaram a 80% de desconexão de veias, artérias e parte do cérebro das irmãs.

4ª etapa: 24 de agosto
A cirurgia de quase cinco horas implantou expansores subcutâneos para dar elasticidade à pele e garantir que, na separação total, haja tecido suficiente para cobrir os crânios.

5ª etapa: 27 de outubro
Na última cirurgia, houve a desconexão total das duas meninas, com reconstrução de crânio, pele e meninge.       (Diário do Nordeste)

Nenhum comentário

Tecnologia do Blogger.