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"Viciada" em colar cadeados sofre de esquizofrenia, esclarece CAPS de Barbalha


Cuidadores, psicólogos e familiares estão preocupados com a integridade física da mulher após sua atitude vândala se tornar pública em Juazeiro. FOTO: Reprodução
O mistério sobre a mulher que foi flagrada entupindo cadeados de lojas com super cola em Juazeiro do Norte foi desvendado. Identificada por J.H.B.B, a mulher é natural de Barbalha, sofre de esquizofrenia e desenvolveu mania de colar cadeados após sofrer um trauma na adolescência, segundo informou a coordenadoria do CAPS III do município ao site Miséria.

Segundo a coordenadora do CAPS, Liliane da Silva Saraiva, cuidadores, psicólogos e familiares estão preocupados com a integridade física da mulher, que desde 2009 recebe acompanhamento ambulatorial e toma remédios controlados, após sua atitude vândala se tornar pública em Juazeiro.

O caso de esquizofrenia foi noticiado ao Ministério Público e a Polícia Civil de Juazeiro.

Em Barbalha, a mulher já é conhecida, acusada de colar cadeados na agência do Banco do Brasil, no Hospital São Vicente de Paulo e lotéricas. Também já foi notícia em Fortaleza, quando morou por lá em 2017 e também vandalizou cadeados no centro comercial.

A história dela é marcada por violência e tragédia. Após um grave surto, onde supostamente tentou assassinar sua mãe, J.H.B.B foi internada em Hospital Psiquiátrico de Sobral, posteriormente indo para Fortaleza. Lá, segundo relatos da família, foi vítima de estupro, chegando a engravidar da violência.

"MANÍACA DA COLA"

Ela foi popularmente taxada de "maníaca da cola". Para sua psicóloga, esse "fascínio" por colar cadeados se desenvolveu após um trauma na adolescência, quando roubaram sua bicicleta que estava presa com cadeado. O fato agravou seu transtorno.

"Em momentos de lucidez, ela diz que faz esse vandalismo em forma de vingança. Mas a esquizofrenia é complexa, as vezes ela está bem, as vezes ela se torna violenta", diz a Dra. Liliane.

"É preciso sempre estar em vigília pela sua segurança e dos outros", afirma. Segundo diz, reforçou a recomendação à família para que estejam atentos aos horários da medicação e controlem suas "saídas".    (Site Miséria)

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