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Chefes das assembleias do Nordeste formam frente em defesa do BNB



Os líderes dos poderes legislativos dos estados do Maranhão, Piauí, Paraíba e Bahia se uniram, na sexta-feira (29), ao Parlamento cearense, em uma frente de defesa do Banco do Nordeste (BNB) diante do futuro ainda incerto do órgão no Governo do presidente Jair Bolsonaro. Após encontro dos presidentes das assembleias legislativas do Nordeste (ParlaNordeste), em São Luís, no Maranhão, eles divulgaram uma carta destacando as mudanças propostas para os trabalhadores rurais na reforma da Previdência e a necessidade de um novo Pacto Federativo. 

No documento, os chefes dos legislativos endossaram pautas de interesse regional, entre elas a criação do Consórcio Nordeste. A iniciativa, surgida no último Fórum de Governadores da região, realizado também no Maranhão, neste mês, pretende estabelecer uma cooperação mútua entre os nove estados nordestinos nas áreas da Segurança, Educação, Saúde e Infraestrutura. Com isso, licitações poderão ser executadas de forma conjunta entre os estados, por exemplo, e as compras devem ser barateadas. 

Para a ideia ser colocada em prática, cada Assembleia Legislativa estadual terá que aprovar a criação do consórcio. Durante encontro na sexta, o presidente do Legislativo cearense, deputado José Sarto (PDT), frisou que os estados nordestinos assumiram esse compromisso. “A ideia é fazer simultaneamente nos estados uma legislação que possa ajudar os entes consorciados, para que eles possam trabalhar na área de intercâmbio ou na área comercial”. 

Órgãos regionais 
Eles defenderam também a preservação de programas e instituições de desenvolvimento da Região, como a Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), a Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e o Banco do Nordeste do Brasil (BNB). A comitiva cearense, que contou ainda com os deputados Walter Cavalcante e Danniel Oliveira, ambos do MDB, e Acrísio Sena (PT), pediu ainda a inclusão do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs). 

É o BNB, contudo, o órgão federal que mais gera preocupação na bancada nordestina, diante do silêncio do Governo Bolsonaro sobre o futuro da instituição com sede no Ceará. No mês passado, o ministro da Economia, Paulo Guedes, sinalizou a possibilidade de propor a fusão do banco regional com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). 

Isso desagradou parlamentares do Nordeste, que temem prejuízos a investimentos na região. Ainda em fevereiro, deputados federais do Ceará chegaram a ter uma reunião com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e questionaram o auxiliar do Palácio do Planalto quanto ao futuro do BNB. 

Após a reunião, o deputado Moses Rodrigues (MDB) disse que, segundo Lorenzoni, ainda não havia “nada definido” no Governo quanto ao banco. Nas redes sociais, o deputado Roberto Pessoa (PSDB) afirmou que o ministro da Casa Civil “não ouviu falar disso” e classificou informações sobre eventual fusão do BNB ao BNDES como “fake news”. Desde então, nenhuma definição foi anunciada.        (Diário do Nordeste)

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