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Contribuição sindical caiu mais de 75% no sindicato dos Comerciários de Juazeiro

Contribuição sindical caiu mais de 75% no sindicato dos Comerciários de Juazeiro. FOTO: João Boaventura Neto
A Reforma Trabalhista, após a lei 13.467, de 2017, enfraqueceu a atividade sindical. É o que aponta a presidente do Sindicato dos Comerciários de Juazeiro do Norte, Antônia Alves (Toinha do Sindicato). A sindicalista destaca que a organização teve queda de 75% na arrecadação com as contribuições sindicais. 

A redução ocorreu após Medida Provisória que complementou a lei da reforma, acabando com a obrigatoriedade do recolhimento da contribuição de trabalhadores para os seus respectivos sindicatos.

Em entrevista, Toinha afirm que essa lei tira a liberdade sindical de poder representar os trabalhadores. “É um massacre com o sindicato”, taxa a presidente.

Ela afirmou que sem arrecadação fica quase inviável manter o quadro de colaboradores, prestar assistência jurídica e médica. “Com isso eles querem é a extinção do movimento sindical”, pontua Toinha.

A presidente destaca também que a Medida Provisória 873, de 1º de março último, editada pelo presidente Bolsonaro (PSL), onde "o recolhimento da contribuição sindical será feita exclusivamente por meio de boleto bancário ou equivalente eletrônico, que será encaminhado obrigatoriamente à residência do empregado ou, na hipótese de impossibilidade de recebimento, à sede da empresa", como consta trecho da MP, é uma afronta ao trabalhador.

"Isso aumenta o custo do profissional para pagar o encargo. O trabalhador já vive contribuindo com alguns tributos e impostos e agora a contribuição sindical ter que ser paga via boleto, é uma crueldade. O trabalhador não vai sair no meio do expediente para imprimir o documento e ir paga", explica Toinha.

Apesar de ser uma queda de braço desigual, segundo ela, Toinha garante que vai continuar lutando pela pauta dos trabalhadores. “A queda de braço é desigual. Quem faz as leis são os deputados e na sua maioria são empresários”, revela.

Mesmo com todas as dificuldades, a presidente garante que continua o trabalho no sindicato atuando nas assembleias e editais.    (Site Miséria)

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