Header Ads

Mostra Banco do Nordeste de Artes Cênicas tem início nesta terça-feira (12) no Cariri



O Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri realiza, de 12 a 16 de março, mais uma edição da Mostra Banco do Nordeste de Artes Cênicas. O evento, que acontece tradicionalmente no mês de março desde 2007, faz parte das comemorações do dia Mundial do Teatro e do Circo, celebrado no dia 27.

Neste ano, a Mostra de Artes Cênicas traz em sua programação espetáculos que conduzem à reflexão e discussão das urgências do mundo contemporâneo através de um percurso educacional, político e poético. As peças são oriundas de Fortaleza, no Ceará, Campinas e São Paulo (São Paulo).

Toda a programação da Mostra de Artes Cênicas é gratuita e acontece no Teatro do Centro Cultural Banco do Nordeste. A exceção fica por conta da abertura, nesta terça-feira, 12, com o espetáculo de Rua “Final da Tarde”, do Grupo Teatro de Caretas (Fortaleza-CE), que será encenado na Praça Padre Cícero, a partir das 17h.

“Final de tarde” é uma experiência diferente de teatro de rua, tanto na relação entre ator e público, como na relação com a cidade. Esta é, além de cenário, a própria dramaturgia do espetáculo. Com atuação cênica baseada no detalhe da interpretação onde proximidade e intimidade entre transeuntes e atores são os elementos centrais.

A partir das 19h, no Teatro do Centro Cultural, será encenado a “III Toada para João e Maria. Descorrigindo Chico” (Núcleo Toada / São Paulo). João e Maria, nessa Terceira Toada, tentam lidar com o tempo que não para de passar. As crises da meia idade, as perdas, as mudanças do mudo, as alegrias e os medos que surgem com o passar dos dias. O espetáculo é uma celebração à vida, construída junto com a plateia. Tudo ao som de Chico Buarque.

Para o pesquisador e Mestre em Artes Cênicas pela PUC (SP) e um dos participantes do evento, Eduardo Bruno, a Mostra tem o objetivo de incitar o público a atingir processos de subjetivação por onde passam processos de afeto através de ações diretas no campo social. “Os artifícios emancipatórios trilhados por cada espectador que vivenciar uma ou mais das propostas cênicas, certamente, produzirão efeitos diferentes. Contudo, aceitar o questionar-se e ser questionado pelas experiências estéticas é, talvez, a forma de conseguimos caminhar juntos para uma ética social outra”, comenta Eduardo Bruno.

Confira a programação completa
Dia 12/03

Final da Tarde (Teatro de Caretas / Fortaleza-CE)
Uma experiência diferente de teatro de rua, tanto na relação entre ator e público, como na relação com a cidade. Esta é, além de cenário, a própria dramaturgia do espetáculo. Atuação cênica baseada no detalhe da interpretação onde proximidade e intimidade entre transeuntes e atores são os elementos centrais.

Horário: 17h
Praça Padre Cícero

III Toada para João e Maria – Núcleo Toada / São Paulo (SP)
João e Maria nessa Terceira Toada tentam lidar com o tempo que não para de passar. As crises da meia idade, as perdas, as mudanças do mudo, as alegrias e os medos que surgem com o passar dos dias. O espetáculo é uma celebração à vida, construída junto com a plateia. Tudo ao som de Chico Buarque.

Horário: 19h
Local: Teatro do CCBNB-Cariri, Juazeiro do Norte-CE

Dia 13/03
Devorando Heróis – A tragédia Segundo Os Pícaros – Coletivo Pícaros Incorrigíveis / Fortaleza (CE)
Os Pícaros Incorrigíveis trazem nesse espetáculo as trágicas histórias de dois heróis da Grécia Antiga, Prometeu e Ájax. O grupo parte de uma leitura da clássica dramaturgia grega para chegar ao pícaro contemporâneo, um carnavalesco sopro de contestação ao cinza concreto da metrópole com seus corpos enrijecidos pela engrenagem do sistema. Um turbilhão de cores, corpos, imagens, ritmos, músicas, rasgam o espaço urbano para compor a picardia.

Horário: 19h30
Local: Teatro do CCBNB-Cariri, Juazeiro do Norte-CE

Dia 14/03
Orlando – Grupo de Expressões Humanas / Fortaleza (CE)
O espetáculo Orlando é uma adaptação da obra homônima da escritora inglesa Virgínia Woolf publicada em 2018. A história narra, de forma poética e quixotesca, a vida de uma personagem apaixonante e enigmática através do tempo não cronológico, mas subjetivo. Ela muda de sexo, vive mais de trezentos anos e nos enriquece com reflexões acerca da arte, dos sexos e da vida. É um ser imortal que ao longo de quatro séculos, vive a experiência de ser homem e mulher sem perder a consciência de sua identidade.
Horário: 19h30

Local: Teatro do CCBNB-Cariri, Juazeiro do Norte-CE

Dia 15/03
Iandê – Grupo de Expressões Humanas / Fortaleza (CE)
Uma velha indígena vive num acostamento de beira de estrada há pelo menos uma década, onde só restou de sua família a neta de sete anos. As duas vivem em situação de vulnerabilidade enquanto a “mão do progresso” e do agronegócio movimentam suas estradas e cercas, expandido o negócio e o mercado para além da vida. Nessa contramão as duas resistem ao pé da cerca que as separa de sua terra, de seu território, de seu tekoha.
Horário: 19h30

Local: Teatro do CCBNB-Cariri, Juazeiro do Norte-CE

Dia 16/03
Helena Vadia – Grupo Matuta Teatro / Campinas (SP)
Trata-se da exploração cênica do mito de Helena, a mulher erótica e sexualmente ativa. Em meu corpo de atriz são experimentados marcadores de feminilidade e de masculinidade, que expõem a personagem à dualidade. Tão ambígua quanto Helena, a cena teatral é considerada um campo fértil para tratar sobre a flexibilização e violência de gênero. Utilizando da performatividade, o espetáculo passa pelos dispositivos Drag (Queen, King e Faux) e por simbologias que experimentam outras obras de arte e corpos intérpretes para sintetizar o que por fim soou relevante no mito de Helena. A partir de imagens poéticas, questiona-se sobre um caminho para a aceitação das diversidades e a busca pela cultura da paz.
Horário: 18h

Local: Teatro do CCBNB-Cariri, Juazeiro do Norte-CE

É Proibido Proibir – Ricardo Guilherme / Fortaleza (CE)
A aula-espetáculo É Proibido Proibir, alusiva aos 50 anos do Maio de 1968, faz uma retrospectiva histórica deste ano-síntese, reconstituindo com diálogos, poesia e música, a trajetória de uma militância de esquerda que encarnou a vanguarda da transgressão política, artística e comportamental, como forma de resistência à instauração da Ditadura. A partir de depoimentos de personagens que protagonizaram os movimentos políticos, artísticos e comportamentais, anteriores e posteriores à promulgação do Ato Institucional Número 5, o texto se refere a alguns fatos que marcaram o ano de 1968, reconstituindo assim o ano síntese da trajetória de uma geração que no Brasil e em todo o mundo encarnou não apenas a vanguarda de uma militância revolucionária, mas também a transgressão dos modos de produção dos bens culturais.
Horário: 19h30

Local: Teatro do CCBNB-Cariri, Juazeiro do Norte-CE

Nenhum comentário

Tecnologia do Blogger.