Header Ads

Três famílias estão desabrigadas e uma casa é interditada após canal transbordar em Crato


Edileuza viu duas enchentes causadas pelo canal do Crato. Desta vez vai sair de casa. FOTO: Alana Soares
Lixo, galhos de árvores e muita lama compõe a cena desta terça-feira, 19, após o transbordamento do canal do Rio Granjeiro, em Crato. Enquanto lojistas tentam retirar a lama que avançou sobre suas recepções, moradores mais próximos do canal lamentam a perda de quase tudo o que tinham. Três famílias de baixa renda estão desabrigadas, aguardando encaminhamento para o aluguel social, e um idoso de 98 anos teve sua casa interditada pela Defesa Civil por risco de desabamento, mas se recusa a sair. 

Há mais de 20 anos Edileuza Gomes, 53 anos, mora em um conjunto de barracos na rua 18 de maio, próximo ao canal e ao Mercado Walter Peixoto. Ali sempre foi um problema, ela sabe. "Mas nós que somos pobres não temos para onde ir", lamenta a catadora de recicláveis.

"A água veio feito onda do mar. Escritinho. Fiquei com medo e logo peguei os meninos e sai para o topo da ponte, onde não tava enchendo ainda", descreveu. Ela relata que seu maior medo foi a segurança de seus cinco netos, com quem vive. Edileuza viu a grande enchente de 2011 e relembra com pavor aquela noite. Desta vez, o prejuízo foi menor, apesar de quase tudo ter se perdido. "Pelo menos temos a vida".

No casebre de Analia Amaral pouco se salvou. FOTO: Alana Soares
"Nós vivemos aqui porque não temos para onde ir", afirma Anália Amaral, 35 anos, vizinha de Edileuza. "Pagamos aluguel aqui porque precisamos morar em algum lugar". Morando com dois filhos, Anália mostra com lágrimas nos olhos suas roupas sujas de lama, seu feijão de comer inutilizado, seus bombons de vender no chão. Sobrou ela e os filhos. 

Um idoso de 98 anos mora sozinho nesta casa e se recusa a sair. Vizinhos e a Defesa Civil tentam orientá-lo sobre risco de desabamento. FOTO: Alana Soares
Uma terceira mulher, Rayane Gomes, também perdeu a casa. As três famílias vão receber aluguel social, comida e roupas. Segundo profissionais da Assistência Social, elas estarão inclusas no programa Minha Casa, Minha Vida. (Site Miséria)

Nenhum comentário

Tecnologia do Blogger.