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Companhias aéreas preparam ação intensiva focando bagagens de mão


FOTO: Reinaldo Jorge
Após dois anos do início da política de franquia de bagagens, as companhias aéreas tem tido problemas com o aumento dos volumes de mão, com passageiros desrespeitando as regras de tamanho, peso e quantidade de malas. Tendo isso em vista, as quatro maiores companhias atuantes no mercado brasileiro irão realizar ofensiva contra o não cumprimento das normas. A ação inicia a partir do próximo dia 10 em alguns aeroportos do País e chega a Fortaleza no dia 17 deste mês.

A campanha é comandada pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), que contratou uma empresa terceirizada para realizar a filtragem das bagagens. Nas duas primeiras semanas, a ação terá caráter educativo, de forma a somente informar os passageiros se suas malas estão dentro do padrão ou não. Após este período, o viajante terá de voltar para o check-in para despachar. Segundo atuante na aviação que não quis se identificar, a campanha informativa tem de existir, mas a parcela fiscalizatória pode gerar alguns transtornos.

"O passageiro fica em uma posição vexatória ao ser impedido de embarcar. Vai ficar todo mundo olhando para ele e pedindo para voltar. Além disso, ele ir até o check-in, pegar a fila para despacho e voltar leva tempo. E se ele perde o voo por conta disso?", questiona. Ele ainda pontua que o procedimento deverá aumentar o tempo de espera para chegar até o raio-x, o que pode acarretar até em atrasos nos voos.

Fora isso, a fonte ainda afirma que não compete a Abear realizar esse tipo de fiscalização. "Ela é estranha no processo, porque o contrato é entre passageiro e companhia aérea. Quem tem que fiscalizar, além da própria companhia, é a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), e outros entes reguladores, como o Procon, porque o consumidor não tem só direitos, tem deveres também", esclarece.

Sobre os possíveis problemas que a campanha pode gerar, o presidente da Abear, Eduardo Sanovicz, afirma que o período informativo foi colocado exatamente para deixar os passageiros cientes. "No primeiro momento, as pessoas serão somente avisadas, caso a bagagem dela não esteja de acordo com os padrões, que nas próximas semanas ela não irá conseguir embarcar mais com o volume em cima", rebate. Segundo ele, também há materiais para esclarecimento das regras em plataformas online, nas redes sociais, entre outros.

Sanovicz relata que durante a organização, foram feitas visitas técnicasa todos os aeroportos que irão receber a ação e que as concessionárias e administradoras estão cientes e de acordo. Ele ainda pontua que cerca de 90% dos passageiros cumprem a regra, mas a minoria que descumpre gera desconforto para todos. 

O presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Ceará, Thiago Fujita, pontua que a prática da fiscalização pode ser realizada pelas companhias desde que não haja nenhum abuso. "Não pode acontecer de nenhum funcionário proferir alguma palavra que constranja o passageiro e as companhias tem que evitar ao máximo que a pessoa perca o voo, por exemplo. Poderia ser utilizado até os sites oficiais para comunicar que está acontecendo essa ação e pedindo que os clientes cheguem mais cedo", sugere.

Fujita ainda destaca que, sabendo desse procedimento, a Ordem ficará atenta e acompanhará possíveis problemas que possam a vir a acontecer.   (Diário do Nordeste)

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