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Ministro da Educação defende tirar Bolsa-Família de aluno agressor

Ministro Abraham Weintraub. FOTO: Carolina Antunes
Novo ministro da Educação, Abraham Weintraub afirma que ficará vigilante a "tudo que sair" da pasta, como livros didáticos, e estará atento a "sabotagens". Ele nega, porém, que haverá perseguição no MEC. "Não sou caçador de comunistas", disse ao jornal O Estado de S. Paulo. O ministro afirmou que trabalhará para entregar o que está no plano de governo e não fará, por ora, mudança no Fies ou no ProUni. "Chega de solavanco."

Tema do programa de Bolsonaro, a disciplina nas escolas é alvo de preocupação. Ele defende que professores agredidos em sala de aula chamem a polícia e que os pais sejam processados e, "no limite", percam o Bolsa-Família e a tutela das crianças infratoras. "Temos de cumprir leis ou caminhamos para barbárie. Hoje há muito o 'deixa disso', 'coitado'. O coitado está agredindo o professor", disse, frisando que ainda não há medidas previstas para enfrentar o problema.

Weintraub diz que o cronograma do Enem será cumprido e que Bolsonaro não lerá antes as questões da prova. "Se sair um Enem todo errado, sou o culpado e tem de me dar reprimenda ou me tirar do cargo."

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