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Trabalhadores da Transposição decidem manter greve que já dura mais de 40 dias



Cerca de 200 funcionários do Consórcio Ferreira Guedes Toniollo Busnello, responsável por concluir as obras da Meta 1N do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco (Pisf), se reuniram em assembleia, na manhã desta terça-feira (30), em Penaforte, e decidiram manter a greve que já dura 43 dias. O grupo bloqueou por duas horas a entrada do canteiro de obras no município cearense. Por causa da paralisação, os serviços estão praticamente parados e a data da chegada das águas do “Velho Chico” no Ceará é incerta.

A expectativa do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) – antigo Ministério da Integração Nacional – é que o empreendimento seja entregue até maio e entre em operação no segundo semestre deste ano. Contudo, segundo o sindicato da categoria, de 1.174 trabalhadores, apenas metade voltaram aos serviços. Uma liminar com prazo de 30 dias, expedida no último dia 16 pelo Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região (TRT7), de Fortaleza, determinou o retorno. A Pasta nega, garantindo que apenas 260 pessoas estão de greve.

A princípio, os grevistas reivindicaram contra o descumprimento de uma convenção coletiva para biênio de 2018/2019, que acordou o reajuste de 2,5%, a readequação do salário para algumas funções específicas que estão abaixo do piso estadual, além do pagamento do PLR (Participação nos Lucros e Resultados), previsto por lei, pelos períodos de maio a junho e de julho a dezembro,

Depois de aprovarem o reajuste de 4%, o grupo manteve o movimento, pois, não aceita o abono de apensa 50% das faltas no período de greve. Segundo o greidista Francinaldo Moura, a empresa oferece um acordo somente entre os dias 18 de março e 8 de abril. A partir do dia 9 em diante, irá descontar as faltas no salário. “É uma proposta pior. A empresa se recusa a negociar com a gente”, garante. Uma nova assembleia foi marcada para o próximo dia 9 de maio.

Raimundo Notato Gomes, presidente do Sindicato dos trabalhadores nas Indústrias de Construção de estradas, pavimentação e obras de terraplanagem em Geral no Estado do Ceará (SINTEPAV-CE), explica que, mesmo após a decisão judicial, os funcionários que foram obrigados a trabalhar pela Justiça estão indo aos postos de trabalho, mas sem exercer nenhum serviço. “A chamada greve branca”, explica.

Segundo o MDR, a situação de greve tem sido monitorada para garantir o retorno à normalidade o mais rápido possível. Por outro lado, reforça que os pagamentos para as obras do Eixo Norte estão em dia. Atualmente, o Eixo Norte apresenta 97% de execução física. Todas as grandes estruturas para condução da água aos estados beneficiados estão prontas – estações elevatórias, túneis, aquedutos e outras.         (Blog Diário Cariri)

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